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A.Latina deve combinar melhor políticas fiscal e monetária, diz Banco Mundial

A América Latina deve combinar melhor suas políticas fiscais e monetárias para amortecer o impacto dos fluxos de capital em um cenário no qual as melhores perspectivas indicam que os países terão de conviver com moedas mais fortes, disse nesta quarta-feira o economista-chefe do Banco Mundial para a região.

PATRICIA VELEZ E OMAR MARILUZ, Reuters

24 de abril de 2013 | 19h40

Países latino-americanos devem reforçar as suas posições fiscais a fim de relaxar a política monetária quando experimentarem um forte ingresso de recursos, sem que isso leve a uma aceleração da inflação, explicou Augusto de la Torre à Reuters, durante o Fórum Econômico Mundial, em Lima.

Os mercados emergentes como a América Latina têm sido, nos últimos cinco anos, um ponto de atração para o capital que busca melhores retornos do que no mundo desenvolvido, onde os países cortaram as taxas de juros para reativar a economia.

Mas a enxurrada de dinheiro valorizou as moedas regionais, e em alguns casos levando a minar a competitividade de suas exportações.

"Seria desejável melhorar um pouco a combinação de política monetária e fiscal. Em tempos de entrada de capital de curto prazo, seria aconselhável ter uma posição fiscal mais forte, o que abre espaço para uma posição monetária mais relaxada (...) sem conseqüências inflacionárias", explicou.

"Mas para fazer isso você precisa de sua posição fiscal mais forte. Em geral a região deve, na medida em que a situação política permitir, fazer um maior esforço fiscal, a fim de viver com uma taxa de juros mais baixa que não gere inflação", acrescentou.

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