Alavancagem da Petrobrás atinge 34% e acende luz amarela

Acima do patamar de 35%, a companhia coloca em risco a condição de grau de investimento concedida pelas agências de rating

André Magnabosco e Sabrina Valle, da Agência Estado,

09 de agosto de 2013 | 20h11

A alavancagem da Petrobrás, relação entre o endividamento e o patrimônio, encerrou o segundo trimestre de 2013 em 34%. O resultado representa uma elevação de três pontos porcentuais na comparação com o patamar de 31% do primeiro trimestre deste ano. Com a alta, o nível de alavancagem da empresa voltou aos mesmos patamares registrados no segundo trimestre de 2010, antes da megacapitalização realizada pela estatal que levantou mais de R$ 120 bilhões.

Concluída a operação, a alavancagem da estatal caiu de 34% do segundo trimestre para 16% no terceiro trimestre de 2010. Desde então, porém, o indicador mantém trajetória ascendente. O limite máximo estabelecido pela estatal é de uma alavancagem líquida de até 35%. Acima desse patamar, a companhia coloca em risco a condição de grau de investimento concedida pelas agências de rating.

O nível de endividamento medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, que estava em 2,32 vezes ao final do primeiro trimestre de 2013, também subiu e chegou a 2,57 vezes em junho. A Petrobrás considera que o patamar ideal para este indicador é de até 2,5 vezes.

Esse limite já havia sido rompido no quarto trimestre de 2012, quando chegou a 2,77 vezes. A princípio, a Petrobrás esperava que o limite caísse abaixo de 2,5 vezes apenas a partir de 2014, mas no primeiro trimestre deste ano a alavancagem recuou e rompeu o limite para baixo. Agora, voltou a superar o patamar de 2,5 vezes.

Dívida maior. Já a dívida bruta da empresa ao final do segundo trimestre somava R$ 249,041 bilhões, um acréscimo de 26,5% em apenas um trimestre. A alta é explicada principalmente pela captação de US$ 11 bilhões realizada em maio, a maior operação externa já realizada por uma companhia brasileira, e pela valorização de 10% do dólar ante o real.

A mesma operação impulsionou o montante de recursos em caixa da companhia, incluindo disponibilidades e títulos públicos federais. A soma alcançou R$ 51,250 bilhões, alta de 88,2% em igual base comparativa. Dessa forma, a dívida líquida da Petrobrás encerrou o segundo trimestre em R$ 176,280 bilhões, uma expansão de 17% em relação ao primeiro trimestre. 

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