Alca é uma maratona e não uma corrida de 100m, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse que é necessário que os países envolvidos nas negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) façam concessões para chegar a um acordo que permita criar o livre comércio na região. De acordo com ele, não interessa a nenhum país um fracasso, em resposta às declarações feitas ontem em Genebra, pelo norte-americano Peter Allgeier, um dos principais negociadores da Casa Branca. "A Alca é uma maratona e não uma corrida de 100 metros, e há certamente necessidade de fazer concessões para chegar a um acordo. Não interessa a ninguém o fiasco da Alca e nem que haja travas por intransigências de um ou outro lado", afirmou o ministro, pouco antes de participar da abertura da 5ª Reunião do Comitê Empresarial Brasil-México, que está sendo realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).Para ele, o Brasil e os Estados Unidos que co-presidem as negociações da Alca têm responsabilidade não só pelos seus países, mas também para encontrar um caminho para os 32 restantes que farão parte do bloco. Segundo ele, a negociação implica concessão. "Não há acordo se uma parte é intransigente. Do mesmo modo que o Brasil e o México, por exemplo, têm seus pleitos e também têm de ceder em alguma coisa. E isso é norma em uma negociação. Indagado se o prazo para as negociações não estaria se esgotando, Furlan respondeu: "temos um cronograma e seria desejável que ele pudesse ser cumprido."

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