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Alca sai de qualquer jeito, diz vice-representante de comércio dos EUA

O vice-representante de Comércio dos Estados Unidos (Ustr), Peter Allgeier, disse nesta segunda-feira, em São Paulo, onde participou de um almoço da Câmara Americana de Comércio (Amcham), que o acordo da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) será assinado com a participação ou não dos 34 países que devem compor o maior bloco comercial do planeta a partir de janeiro de 2006.Embora as decisões nesse fórum sejam por consenso, o processo decisório de fazer parte ou não da Alca a partir de janeiro de 2005, quando o acordo precisa ser enviado aos Congressos para a homologação, será de cada país, disse Allgeier. "É possível que um ou outro país decida não se associar imediatamente à Alca, mas, neste momento, todos os 34 países estão planejando se associar e tentando dar uma forma que seja benéfica para todos", afirmou.A afirmação do funcionário norte-americano sugere que a entrada de um país na Alca poderá ocorrer de forma gradativa, como ocorreu na Europa, quando Espanha, Grécia e Portugal aumentar os prazos para fazer parte da União Européia. De acordo com ele, cada país terá de analisar se sairá ganhando ou não com a Alca. "Essa é a base das negociações e o Brasil terá de ver quais são as suas prioridades", afirmou.Allgeier disse que o Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte, na sigla em inglês, que reúne EUA, México e Canadá) foi um "sucesso imenso" e os princípios poderiam ser aplicados na Alca, mas isso não significaria que o novo bloco seria um acordo idêntico.Ele disse que o cronograma de negociações será mantido, em resposta à possibilidade de o novo governo eleito do Brasil tentar mudar a agenda da Alca. Allgeier afirmou que os 34 países terão, entre meados de dezembro e meados de fevereiro do próximo ano, fazer suas ofertas iniciais, que, depois, serão revisadas. "Estamos interessados em ouvir a proposta da administração eleita, mas quero afirmar que vamos manter o cronograma", ressaltou o funcionário norte-americano.Allgeier disse que nada ficará de fora da pauta nas negociações. "Tudo na mesa, significa tudo", disse, referindo-se inclusive à questão agrícola. "O objetivo é eliminar barreiras tarifárias e não tarifárias e os subsídios às exportações, que não é muito difícil para os EUA", afirmou. "Estamos comprometidos a ter um pacote agrícola forte dentro da Alca."Nesta terça-feira, Allgeier estará em Brasília, onde participará da Cúpula Parlamentar Hemisférica. Na quinta-feira, participará em São Paulo do seminário " Alca como opção", organizado pela FGV-SP.

Agencia Estado,

18 de novembro de 2002 | 18h09

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