Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Alcides Amaral, ex-presidente do Citi, morre em São Paulo

Aposentado do banco nos anos 90, o jornalista se dedicava a um blog e preparava o segundo livro

, O Estadao de S.Paulo

31 de janeiro de 2009 | 00h00

Morreu ontem, em São Paulo, o jornalista e ex-presidente do Citibank Alcides Amaral, de 72 anos. Ex-colunista de O Estado de S. Paulo, o paulista Amaral gostava de escrever e se voltou aos textos desde que se aposentou do banco, em 1997. Além do cargo no Citibank, comandou a Associação Brasileira de Bancos Internacionais. É autor de Os limões da minha limonada, um livro com pitadas biográficas publicado em 2001.Para alguns colaboradores dos tempos de Citi, Amaral era sério, introspectivo, mas nem por isso deixava de agregar a equipe. Era casado com Norma e tinha quatro filhos.Em quatro anos como colaborador do Estado foram mais de 100 artigos publicados no jornal. Ao contrário de muitos presidentes de banco, vivia de forma simples e gostava de tratamentos de saúde alternativos, como acupuntura e shiatsu. Até o ano passado o jornalista escrevia um blog, onde costumava analisar as idas e vindas da economia. Amaral preparava o segundo livro, não concluído.Formado pela Faculdade Cásper Líbero, Amaral trabalhou por cinco anos, na década de 60, nos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. No seu livro, contou que na casa do patrão viu de perto o beija-mão de "políticos e poderosos se submetendo aos caprichos de Chatô". "Ali percebi que não há diferença entre as pessoas e isso me trouxe autoestima e também humildade mesmo nos períodos de mais prestígio de minha carreira", contou. Em um dos textos de seu blog, registrou: "Ao escrever, só devo satisfação à minha própria consciência". Um de seus orgulhos como jornalista foi a série de reportagens que resultou na criação do Museu Casa de Portinari, em Brodowski (SP). Amaral era de origem simples e começou no Citi em 1955, como escriturário. Nos anos 80, com problemas de saúde, seguiu os conselhos da mãe. Foi quando se tornou devoto de São Judas Tadeu. Dizia que ali aprendera a ter "muito mais a agradecer do que a pedir".O Citibank divulgou nota sobre o falecimento: "Ele sempre foi uma referência para todos nós do Citi e, sem dúvidas, deixará um enorme legado e muitas saudades". O velório começa às 8h30 de hoje no cemitério Gethsêmani, no Morumbi (zona sul) e o enterro será às 14 horas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.