Alckmin admite dificuldade para rever pedágio

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, admitiu hoje que a revisão nas tarifas de pedágio das estradas paulistas é uma negociação difícil. Amanhã os motoristas já pagam mais para rodar nas rodovias com pedágio do Estado de São Paulo. As tarifas sobem de 6,55%, nas rodovias cujos contratos de concessão têm como base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a 9,77%, nas estradas com contratos indexados pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agencia Estado

30 de junho de 2011 | 17h32

Alckmin disse ter conseguido a troca do índice do reajuste maior, dos contratos antigos, pelo mais baixo, dos novos contratos, mas a alteração só valerá a partir do ano que vem. "Foi uma negociação difícil, dura, mas conseguimos mudar." A partir de 2012, segundo ele, todas as tarifas passam a ser reajustadas pelo IPCA. Falta ainda rever os contratos para tentar uma redução nominal nas tarifas, promessa de campanha do governador.

O governador disse que o Estado contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para analisar, no segundo semestre, o equilíbrio econômico financeiro dos contratos. Depois de concluído o estudo, pode haver margem para redução de tarifas, segundo ele. "Não podemos fazer isso desrespeitando o contrato, dando margem para que as empresas recorram à Justiça, o que poderia gerar condenações a serem pagas, no futuro, pelo contribuinte."

Cobrado pelo aumento acima da inflação nos pedágios até pelos prefeitos de seu partido, Alckmin disse que o modelo de concessão de São Paulo possibilita que os grandes investimentos na ampliação da malha sejam feitos sem dinheiro público. "Temos as melhores rodovias do País, tanto na estrutura quanto no atendimento ao usuário. Isso é importante para reduzir acidentes."

Ele anunciou para a próxima terça-feira as obras de duplicação da Rodovia Raposo Tavares, em um trecho de 45 quilômetros, entre Araçoiaba da Serra e Itapetininga. "Também vamos começar em setembro a asa leste do Rodoanel. São obras caras e, nos dois casos, não será preciso colocar dinheiro público."

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