Alckmin critica idéia de trazer Bolívia, México e Cuba ao Mercosul

A intenção de incluir Bolívia, México e Cuba no Mercosul seria mais política do que produtiva, na opinião do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin. "Vejo que estamos adotando uma politização, colocando a política ideológica à frente do interesse nacional", afirmou, após visitar o 9º Festival do Japão.Segundo Alckmin, os governos que participam do Mercosul têm feito acordos comerciais de poucos resultados. "Essa não é a nossa tradição, é a do multilateralismo. É preciso fortalecer sim o Mercosul, mas também fortalecer o mercado com a União Européia", afirmou.Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assumiu neste domingo a coordenação do Mercosul, mostrou-se disposto a agregar Bolívia, Cuba e México ao bloco. Ele declarou o novo objetivo ao final da 30ª Reunião de Cúpula do Mercosul, em Córdoba, na Argentina. Alckmin afirmou que é preciso avançar em Doha, na Organização Mundial do Comércio (OMC), e em acordos bilaterais.Ao falar sobre as exportações dos produtos brasileiros, Alckmin disse que há um novo tipo de protecionismo - o "sanitário" -, e citou como exemplo o recente embargo da Rússia à carne suína do Estado de Santa Catarina. "O Estado está livre de febre aftosa, mas há este tipo de protecionismo. Precisamos cuidar da questão sanitária no Brasil."O candidato do PSDB reafirmou que é preciso fazer uma política fiscal de melhor qualidade, com responsabilidade fiscal , qualidade do gasto público, câmbio flutuante e metas de inflação. "Mas é preciso voltar a crescer. Porque estabilidade é um pré-requisito, mas não é um fim em si próprio", disse. "o governo não deve ter como meta a estabilidade, ele tem que ter como meta melhorar a vida do povo brasileiro.

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