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Alckmin critica mecanismo para reajuste do mínimo

De acordo com Alckmin, o aumento baseado na inflação do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes ocorre de forma defasada

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado,

17 de fevereiro de 2011 | 12h34

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou o mecanismo de reajuste do salário mínimo. De acordo com Alckmin, o aumento baseado na inflação do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes ocorre de forma defasada. "Eu acho que esse cálculo precisaria ser mais próximo do retrato atual. Como está, fica muito longe", disse, no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, no Belém, zona leste da capital paulista.

A Câmara dos Deputados aprovou no fim da noite de ontem (16) o projeto de lei que reajusta o mínimo para 545 reais, proposto pelo governo. Alckmin defendeu que o crescimento do PIB levado em conta para o reajuste seja sempre o do ano anterior. Alckmin disse também que o reajuste aprovado pela Câmara dos Deputados ontem (16) poderia ser maior. O governador de São Paulo alegou que a inflação da população de menor renda em 2010 foi maior do que o aumento aprovado, principalmente por causa dos preços dos alimentos. Questionado se votaria, caso fosse deputado, a favor de uma proposta de reajuste para 560 ou 600 reais, Alckmin esquivou-se: "Isso é um tema do Congresso Nacional." O governador visitou a maternidade na manhã de hoje.

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