Alckmin critica Morales e exige posição mais firme de Lula

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, fez críticas duras ao presidente da Bolívia, Evo Morales. "Ele foi agressivo e injusto com o Brasil e a Petrobras, que investiu US$ 1,5 bilhão na Bolívia. Não é dessa forma, espancando o investimento produtivo, que o governo boliviano vai acabar com a pobreza naquele país", afirmou Alckmin, em entrevista na manhã de hoje, em Salvador. Para Alckmin, Lula adotou uma posição "dúbia e submissa" e disse que a política externa brasileira, nesse caso, "tem sido equivocada" e privilegiado a ideologia em detrimento do interesse nacional. "O presidente Lula fala uma coisa, a Petrobras fala outra e quem vai acabar pagando essa conta é o povo brasileiro, com o aumento do gás de cozinha e do GLP, usado nos automóveis", disse Alckmin, cobrando uma posição clara do governo brasileiro. "O presidente Lula precisa recriminar o que foi feito e exigir o cumprimento dos contratos", acrescentou.Alckmin lembrou que o gás descoberto na Bacia de Santos tem capacidade de produção de 55 milhões de metros cúbicos por dia, durante 25 anos, quando o Brasil consome hoje, 50 milhões de metros cúbicos/dia. O que falta, portanto, para o pré-candidato tucano, é investimento para fazer um gasoduto interligando as bacias de Campos, no Rio de Janeiro, Vitória, no Espírito Santo, e Camaçari, na Bahia. Com isso, segundo ele, haverá um gasoduto nacional capaz de suprir as necessidades de gás no País. Para Alckmin a crise do gás acontece por falta de investimento do governo brasileiro.

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