AFP PHOTO/BENEDIKT VON LOEBELL
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Alckmin dá impulso a projeto termoelétrico a gás na capital paulista

Novo marco irá estimular o desenvolvimento do Parque Térmico Pedreira, com capacidade até 1,6 mil megawatts (MW)

Luciana Collet, O Estado de S.Paulo

15 Março 2018 | 20h21

O governo de São Paulo celebrou nesta quinta-feira, 15, um novo marco para estimular o desenvolvimento do Parque Térmico Pedreira, de até 1,6 mil megawatts (MW) a ser instalado na região sul da capital paulista. Em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o governador Geraldo Alckmin autorizou a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), vinculada à Secretaria de Energia e Mineração, a assinar um contrato de formação de consórcio com a empresa Gasen. A alemã Siemens também será parceira do projeto.

A colaboração entre as três empresas para o desenvolvimento do projeto, no entanto, já tem quase dois anos. No final de março de 2016, as três empresas assinaram um memorando de entendimentos visando dar início aos estudos de modelagem para construção, implantação e operação de usinas térmicas na sede da EMAE. A parceria foi acertada após a estatal realizar uma chamada pública lançada em 2015 para identificar potenciais parceiros. Além de Gasen/Siemens, a Emae também assinou um memorando com a AES Tietê, mas esse processo está fase de avaliação de documentos.

Na nova fase, sacramentada nesta quinta-feira, o consórcio Emae/Gasen irá realizar os estudos de viabilidade ambiental, obtenção da licença prévia, elaboração do plano de negócios e negociação de fornecedores, incluindo do gás natural. Só então o projeto poderá disputar contratos de fornecimento de energia em um leilão a ser realizado pelo governo federal, o que efetivamente viabilizará sua construção. Ainda assim, a expectativa do Estado de São Paulo é que a usina possa entrar em operação em 2024. Para isso, porém, o projeto precisa ser negociado em leilão a ser realizado este ano.

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Durante o evento, Alckmin salientou que a usina poderia ampliar a segurança energética e a confiabilidade do sistema da região metropolitana de São Paulo, já que atualmente a região importa 63% da energia elétrica que consome. Ele lembrou também que o projeto conta com um fator favorável à sua implantação: a possibilidade de utilização de gás natural proveniente da Bacia de Santos.

"O gás natural está aqui ao lado, na Bacia de Santos", disse, acrescentando que o Estado de São Paulo já é o segundo maior produtor do País, apenas atrás do Rio de Janeiro. "São Paulo vai ser uma Abu Dhabi." 

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