Alckmin descarta privatização da Cesp e CTEEP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assegurou que "não há menor possibilidade" de a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) serem privatizadas. "Após a reestruturação da dívida da Cesp, o controle acionário do Estado será mantido. Na CTEEP também", adiantou após participar de encontro com diretores da Petrobras, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.Segundo Alckmin, embora não esteja definida a quantidade de ações da CTEEP a serem transferidas para a Cesp, o Estado depende de autorização da Assembléia Legislativa para realizar a operação, como forma de capitalizar a empresa, em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal credor da geradora, numa operação de R$ 1,15 bilhão e que será complementada com uma emissão de cerca de R$ 2 bilhões em debêntures.Para que a transferência de ações da empresa transmissora para a geradora possa ser feita, o governo paulista precisou incluir a CTEEP no Programa Estadual de Desestatização (PED), mas Alckmin assegurou que a operação terá caráter contábil para garantir o fortalecimento financeiro da Cesp.Além disso, ele estimou que o processo de capitalização da Cesp deverá ser resolvido até a metade deste ano, uma vez que o próprio BNDES participou da construção da modelagem de reestruturação da dívida da companhia.O governador informou também que operação da Cesp "está sendo apressada", principalmente, porque, depois do leilão de comercialização de energia velha realizado no ano passado, nos quais ele avaliou ter valores baixos pagos pela energia, a Cesp deverá ter uma perda em seu caixa da ordem de R$ 492 milhões, em 2005."Vendíamos a energia a R$ 78 o megawatt-hora (MWh) e hoje vendemos a R$ 62 o MWh nos contratos e a R$ 30 o MWh no mercado atacadista de sobra de energia", argumentou.

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