Alckmin fala a Schroeder do potencial da energia alternativa

O chanceler alemão Gerhard Schroeder e os empresários alemães de sua comitiva, ouviram nesta quarta-feira do governador paulista Geraldo Alckmin, que o Estado de São Paulo não tem mais espaço para geração de energia hidrelétrica, mas tem enorme potencial para o desenvolvimento de energias alternativas.Em uma reunião de 20 minutos, no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin explicou ao chanceler que São Paulo tem o maior canavial do mundo e que, por isso mesmo, necessita de investimentos na área de geração de energia através de biomassa.Segundo o governador, os alemães estão bastante interessados no tema e se comprometeram a aprofundar as discussões com o secretariado paulista e com empresários brasileiros da área energética. Alckmin ressaltou o sucesso da usina por biomassa da cidade de Paraguaçú Paulista, onde já há uma usina em operação.Alckmin aproveitou o encontro para destacar, também, o potencial para desenvolvimento de energia eólica no Norte e Nordeste do Brasil. Para Alckmin, os alemães podem investir nessas áreas porque dominam tecnologia industrial em energia. "O chanceler ficou muito impressionado com a força industrial de São Paulo", afirmou o governador.Alckmin também informou ao chanceler alemão que o agronegócio é de extrema importância para o Estado - cerca de 30% das exportações paulistas são dessa área. Embora a questão dos subsídios agrícolas da União Européia não tenha feito parte da agenda, Alckmin tocou no assunto para reforçar a posição brasileira contra os subsídios agrícolas praticados pela União Européia.Alckmin também ressaltou o empenho do Brasil em reforçar cada vez mais o Mercosul, já que as negociações comerciais internacionais realizadas pelo Brasil são feitas por meio do bloco. Alckmin defende a reciprocidade nas negociações comerciais, ou seja, o Brasil só deve abrir seu mercado se a Europa ou qualquer outro parceiro abrir seus mercados também.Alckmin, por sua vez, ouviu de Schroeder uma reivindicação de empresários alemães que tem negócios no Brasil. Ele pediu mais agilidade na concessão de visto de entrada para técnicos alemães que precisam trabalhar no País. Alckmin argumentou que essa ques tão é do governo federal e não estadual.O chanceler ia encontrar-se às 19 horas com a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, no Hotel Transamérica, onde está hospedado, e em seguida participaria de recepção na Câmara de Indústria e Comércio Brasil-Alemanha. Nesta quinta-feira, o chefe de governo alemão se reúne com o presidente Fernando Henrique Cardoso e participa do Seminário Econômico Brasil-Alemanha, com a presença do ministro da Fazenda, Pedro Malan, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral.

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