Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Alckmin fez com que o PSDB se reencontre com sua tradição, diz Moreira Franco

Para o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, o apoio do governador Geraldo Alckmin à reforma da Previdência marca o reencontro do partido com sua história

Eduardo Laguna e Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2017 | 09h58

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, disse nesta segunda-feira, 11, que o apoio do governador Geraldo Alckmin, presidente nacional do PSDB, à reforma da Previdência marca o reencontro do partido com sua história e tradição.

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Ao participar de fórum do Estadão sobre a proposta de mudanças nas regras das aposentadorias, Moreira Franco lembrou que foi o próprio PSDB, durante o governo FHC, que introduziu o debate da Previdência.

 “A importância de o partido dizer isso [apoiar a reforma] é a oportunidade que a sigla está tendo de se reencontrar com sua própria historia”, comentou o ministro. “Alckmin, declarando apoio, faz com que todos eles [do partido] consigam se ver com o que está escrito na própria tradição [do PSDB]”, declarou.

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Ou vai ou racha. Nos últimos dias, aliados do presidente Michel Temer estão cobrando apoio inequívoco do PSDB à proposta da reforma da Previdência proposta pelo governo. Após discursos de dirigentes tucanos defendendo a reforma, líderes governistas cobraram que a bancada do PSDB na Câmara obrigue seus deputados a votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). 

As declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do pré-candidato à Presidência da República, o governador paulista Geraldo Alckmin, foram vistos como fator propulsor de votos, mas não o suficiente para garantir que toda a bancada siga a proposta, que faz parte do conteúdo programático do partido.

"Foram corretíssimos tanto em reafirmar a questão programática e mostrar compromisso em relação à reforma. É importante que isso se materialize em fechamento de questão", disse o líder da Maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES). O peemedebista argumentou que PMDB e PSDB estão unidos em prol da reforma por razões distintas: o primeiro por ser governo e o segundo por ter a proposta explícita na carta de formação do partido. "Esses partidos não têm como fugir da reforma".

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