Alckmin prevê falta de alimentos por causa da crise do agro

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira que o governo federal não tem consciência da gravidade da crise no setor agropecuário e previu que a situação resultará em falta de produtos. Após café da manhã com líderes do setor agrícola gaúcho, parlamentares e dirigentes partidários, Alckmin afirmou que há uma perda de renda "gravíssima" no setor, problemas sanitários, custos de produção elevados e insegurança no campo, classificando o cenário de "muito preocupante".Indagado sobre quais produtos poderiam vir a faltar, Alckmin citou o setor de "grãos", sem detalhar a previsão. Ele relacionou a projeção à queda na área plantada e no rendimento das culturas por causa das dificuldades dos produtores. Questionado sobre se considerava o governo Luiz Inácio Lula da Silva como o culpado da situação, Alckmin respondeu que "é óbvio". O tucano defendeu a renegociação de dívidas dos agricultores e criticou a política monetária. "Esse câmbio chegou ao ponto que chegou por erro da política monetária", afirmou.Ao final do encontro, o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, disse que levou ao pré-candidato uma análise da situação e reivindicações de medidas para adoção imediata e de longo prazo, que já foram apresentadas a Lula na semana passada. Sperotto concordou com o risco de falta de alimentos. "Não seremos surpreendidos por falta de produtos", comentou, ao final do café da manhã, que contou com parlamentares do PFL e PP.Alckmin procurou desfazer ruídos entre os tucanos e o governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), após a crise de segurança. "Eu falo com ele (Lembo) praticamente todos os dias", disse Alckmin. O pré-candidato afirmou ter ficado "contente" pelo fato de Lula ter feito elogios a Lembo, pois até agora, na ótica do tucano, o presidente elogiava "os 40 ladrões".

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