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JF Diório/Estadão
JF Diório/Estadão

Alcoa fecha fábrica de alumínio primário em Poços de Caldas

Desativação da fábrica mineira é mais uma etapa da estratégia global da companhia para aumentar rentabilidade

O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2015 | 02h03

A Alcoa, uma das maiores produtoras de alumínio do mundo, com sede nos EUA, anunciou ontem mais um corte de produção no Brasil, com o fechamento imediato de sua fábrica de alumínio primário em Poços de Caldas (MG), um ano depois de reduzir a produção local devido às condições de mercado. O alumínio primário serve de base para produtos como esquadrias para construção civil e insumos de automóveis.

Segundo o presidente global para produtos primários da empresa, Bob Wilt, a medida "remove permanentemente uma unidade de fundição de alto custo do sistema da Alcoa e é mais um passo na criação de um negócio de metais primários mais rentável". A desativação da fábrica mineira vai reduzir a capacidade global de fundição da Alcoa em 96 mil toneladas métricas, para 3,4 milhões de toneladas.

Em maio do ano passado, a empresa já havia reduzido a produção em Poços de Caldas. Mas, segundo a companhia, as condições que levaram ao corte não melhoraram desde então. A mineradora, refinaria e a unidade de alumínio em pó e unidade de armazenamento continuarão com operações normais.

Ajuste global. A medida é parte de uma estratégia global anunciada no início de março e que previa cortes de produção, fechamento de unidades e venda de ativos no mundo inteiro. Embora esteja em linha com a estratégia da matriz, o encerramento das operações de alumínio primário no Brasil começou a se desenhar em 2013. Primeiro, a Alcoa cortou a produção de 34 mil toneladas de em Poços de Caldas (MG) e 97 mil toneladas em São Luís (MA). Em março de 2014, um novo ajuste levou à redução de 85 mil toneladas na planta maranhense e de outras 62 mil toneladas na unidade Poços de Caldas, levando à paralisação total da produção na planta mineira. Em março deste ano, a empresa anunciou o fim da produção remanescente de 74 mil toneladas da Alumar, em São Luís. A suspensão da produção de alumínio primário em São Luís não foi o primeiro corte desde que a empresa anunciou a fase de ajustes globais há cerca de quatro meses. A companhia começou pelo Suriname.

Com a decisão da Alcoa, os produtores de alumínio primário no Brasil se reduzem a Votorantim Metais e Albras Alumínio Brasileiro, controlada pela europeia Norsk Hydro. Em outubro do ano passado, a Novelis, que pertence ao grupo indiano Aditya Birla, fechou uma fábrica em Ouro Preto (MG), demitindo 350 funcionários.

Cenário. A decisão dessas multinacionais é reflexo das dificuldades do setor, que vem perdendo competitividade desde 2008. O cenário se agravou no ano passado com a disparada do preço da energia elétrica no Brasil - as tarifas que já eram caras ficaram ainda mais elevadas com a seca que reduziu o volume de água nas hidrelétricas. O preço do megawatt/hora (MWh) no mercado à vista, que já foi de R$ 12, em janeiro de 2012, chegou a R$ 822 no ano passado.

Isso fez com que a própria Alcoa, assim como outras indústrias eletrointensivas, deixassem de consumir a energia que produzem para vendê-la no mercado à vista. / Agências internacionais

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