Marcos Oliveira/Agência Senado
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Alcolumbre diz que, se Câmara votar reforma tributária própria, Senado não vai votar

Líder da Casa se comprometeu em engavetar qualquer proposta votada pelos deputados, sem a participação dos senadores ou do governo

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2020 | 21h59

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), reagiu ao movimento da Câmara de pautar uma reforma tributária própria e ignorar a comissão mista criada para discutir a medida com o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Em discurso no Senado nesta quarta-feira, 15, Alcolumbre prometeu engavetar qualquer proposta que seja votada pelos deputados sem a participação dos senadores e do governo.

"A Câmara tem legitimidade para votar a PEC 45 (dos deputados), mas se o Senado não estiver inserido, e foi esse o intuito na comissão mista, a PEC vai ser votada na Câmara dos Deputados e não vai tramitar no Senado Federal", declarou.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pautou uma reunião da comissão exclusiva de deputados para debater a reforma nesta quarta-feira, 15, às 10h. Com isso, Maia deixou de lado a comissão mista de deputados e senadores criada para formular uma proposta comum.

Por trás da reação de Alcolumbre, está um alinhamento com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e uma exigência de que o governo participe da elaboração da reforma no Congresso.

"Se a Câmara não estiver alinhada com uma proposta dos senadores e com a participação decisiva do governo, alguém acha honestamente que sai uma reforma tributária sem a participação do governo?", questionou o presidente do Senado.

Na terça-feira, 14, Maia, tinha comentado o assunto. "O presidente do Congresso (Davi Alcolumbre) disse que tinha dificuldade de retomar as comissões mistas. Como não conseguimos avançar lá, a partir de amanhã vamos retomar o debate na Câmara dos Deputados. Se pudermos retomar junto com o Senado, muito melhor", disse Maia.

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