Álcool acompanhou gasolina e já subiu 13% desde setembro

O aumento das cotações do álcool nas usinas paulistas já provocou uma alta de 13% no preço do combustível nas bombas desde os reajustes promovidos pela Petrobras nos preços da gasolina e do diesel.Os repasses têm ocorrido semanalmente, segundo representantes das distribuidoras, e a tendência é que o ciclo de alta dure, pelo menos, até novembro. Segundo a pesquisa semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o álcool hidratado custava R$ 1,258 por litro, na média nacional, na semana passada.O movimento tem impacto também no preço da gasolina, que recebe álcool anidro antes de ser distribuída aos postos. Depois de três semanas de estabilidade, o preço do combustível subiu R$ 0,02 na última semana, atingindo os R$ 2,426, em média, por litro.O valor é 9% superior ao cobrado antes do reajuste da Petrobras, de 10%, no dia 10 de setembro. Na época, estimava-se que o repasse ficaria em torno dos 7%, caso não houvesse aumento de margens de lucro e de impostos.As margens, de acordo com a pesquisa da ANP, não subiram - no caso do álcool, vêm até caindo. Os impostos, por outro lado, aumentaram em Estados que praticam o preço presumido como cálculo do imposto.Vilão dos preçosMas é o álcool nas destilarias que vem sendo apontado como o principal vilão dos preços no momento. A proximidade do fim da safra de cana-de-açúcar é a justificativa oficial para o aumento, mas o mercado lembra que o aumento no preço da gasolina garantiu maior margem de manobra aos usineiros.Desde o piso do ano, registrado em junho, o preço do álcool hidratado subiu, em média, no País, 15,6%. Naquele mês, o preço médio de bomba do produto era de R$ 1,215 por litro, ainda sob os impactos positivos do início da safra de cana.Especialistas lembram que é comum que as cotações subam no final do ano, com o fim da safra, mas ressaltam que neste ano os aumentos foram antecipados e em dimensões superiores ao normal. A dúvida agora é se o movimento vai continuar até o fim de novembro, como ocorre normalmente, ou se as cotações já atingiram o pico.

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