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Álcool se torna combustível inviável em 12 estados, diz pesquisa

Depois de passar praticamente todo o ano apresentando vantagem para o consumidor, o álcool hidratado combustível começa a tornar-se economicamente inviável em relação a gasolina em 11 Estados e no Distrito Federal, segundo pesquisa da Vital Commodities. A desvantagem continua mesmo com o aumento da gasolina no último dia 4, de 12,09%. A pesquisa compara o consumo de dois Palio 1.0, em ambiente urbano, um movido a gasolina e outro a álcool. "Como o poder carburante do álcool é menor que o da gasolina, o carro a álcool tem um consumo maior. Por isso, apesar do preço do álcool estar sempre abaixo do da gasolina, nem sempre isto é sinal de economia", afirma o diretor da Vital Commodities Rui Cerdeira Sabino. No DF, por exemplo, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) utilizados na pesquisa, a gasolina é vendida a R$ 1,921/l, enquanto o álcool sai a R$ 1,643. Como o poder carburante do hidratado é 25% menor que o da gasolina, para rodar o mesmo, o motorista teria que gastar um pouco mais, no caso do DF, R$ 2,053.Segundo a pesquisa, o uso do álcool era economicamente inviável nos Estados do Pará, Maranhão, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amazonas, Amapá, Acre, Piauí, Roraima e DF de 3 a 9 de novembro.Todas as pontas têm explicações para o aumento do álcool. A Fecombustíveis, que reúne os postos, e o Sindicom, que reúne as distribuidoras, responsabilizam as usinas. O setor sucroalcooleiro argumenta que houve uma recomposição de preços. Durante o pico da safra, o álcool chegou a ser vendido pelas usinas às distribuidoras por menos de R$ 0,40 o litro. Na semana passada, o produto saía por R$ 0,70.Veja a comparação por estadoEstado GasolinaÁlcoolDiferençaEconomiaSão Paulo1,93901,154040,48%14,50%Pernambuco2,00101,202039,93%13,70%Alagoas1,90901,153039,60%13,23%Paraná1,96101,226037,48%10,18%Paraíba1,93301,240035,85% 7,84%M.Grosso Sul1,98701,303034,42% 5,79%Esp. Santo2,02101,329034,24% 5,53%Rondônia2,24701,480034,13% 5,38%Mato Grosso 2,13801,417033,72% 4,79%Tocantins2,02001,344033,47% 4,42%Sta Catarina2,02401,353033,15% 3,97%R.De Janeiro1,89701,270033,05% 3,82%Minas Gerais1,87001,273031,93% 2,20%Bahia2,12201,462031,10% 1,02%Ceará1,96901,357031,08% 0,99%Pará2,07201,449030,07%-0,47%Maranhão1,98401,396029,64%-1,08%Goiás1,96301,383029,55%-1,21%R. G.Norte1,98301,398029,50%-1,28%R. G.Sul2,13501,509029,32%-1,54%Sergipe1,83901,314028,55%-2,65%Amazonas1,93901,386028,52%-2,69%Amapá2,02301,450028,32%-2,97%Acre2,15501,563027,47%-4,20%Piauí1,91601,417026,04%-6,25%Roraima1,74901,461016,47%-20,01%D. Federal1,92101,643014,47%-22,87%

Agencia Estado,

14 de novembro de 2002 | 16h42

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