Além do Brasil, economia da Itália está em recessão técnica

Pela definição técnica de recessão como dois semestres seguidos de baixa, demais países da Europa encontram-se estagnados mas não em retração

Yolanda Fordelone, O Estado de S. Paulo

29 de agosto de 2014 | 10h54

Além do Brasil, que anunciou queda de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, a Itália também se encontra em recessão técnica. O país confirmou nesta sexta-feira, 29, que a economia teve retração de 0,2% no segundo trimestre. No primeiro trimestre, o PIB italiano havia caído 0,1%.

Polêmico, o termo recessão não é consenso no mercado. Tecnicamente, dois trimestres seguidos de queda já determinam que um país encontra-se em recessão. Nos EUA, é o National Bureau of Economic Research (NBER) que determina oficialmente quando a economia americana está em recessão. Não é o caso dos tempos atuais. No segundo trimestre, a economia dos EUA cresceu 1,034%.

No cenário atual, a zona do euro está estagnada. No segundo trimestre, o PIB da região cresceu apenas 0,1%, após alta de 0,2% no primeiro trimestre. No ano passado, a situação foi bem mais difícil. O bloco começou o ano em recessão, após registrar queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2013 e de 0,6% no quarto trimestre de 2012.

Ainda na Europa, a Alemanha teve queda do PIB de 0,2% no segundo trimestre, mas no primeiro teve alta de 0,7%. A França teve estagnação no primeiro e segundo trimestres. Já Portugal cresceu 0,8% no segundo trimestre, mas caiu 0,7% no primeiro trimestre.

No Japão, a queda no segundo trimestre foi forte (-1,7%), baixa considerada a mais significativa desde que o país saiu da recessão em 2012. No primeiro trimestre, no entanto, teve alta de 1,6%.

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