Além do tradicional, setor hoteleiro ganha novos consumidores

Homens de meia idade são os compradores mais comuns dos condohotéis, segundo levantamento feito em um complexo

O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2014 | 02h14

O consumidor de hotéis é fundamentalmente um investidor e, na maior parte das vezes, com interesses e conhecimentos mais profundos no mercado imobiliário. "O investimento hoteleiro é um pouco mais sofisticado do que o comercial e o residencial e exige mais entendimento por parte do comprador", diz Bruno Vivanco, da Abyara Brasil Brokers.

Uma das especificidades dos condohotéis é a forma com que os proprietários normalmente se relacionam com seus bens. Na maior parte das vezes, os donos dos quartos não têm direito de uso dos produtos que lhe pertencem. Por outro lado, integram um pool de investidores e recebem rendimentos de acordo com o desempenho de ocupação de todo o empreendimento, em geral gerenciado por uma bandeira hoteleira.

"O poupador mais comum muitas vezes nem sabe que é possível comprar um quarto de hotel. E às vezes nem se interessa a saber", diz. Com o intuito de mudar esse cenário, algumas incorporadoras deixam disponíveis em seus portais na internet materiais de orientação para o potencial comprador, como a Setin, uma das companhias mais atuantes nesse mercado. Aos poucos, tais medidas parecem estar surtindo efeito nas negociações.

Segundo o diretor comercial da Setin, João Mendes, um novo perfil de investidor tem ganhado espaço. "São empresários, e a maioria está interessada no aluguel. Mas ainda existe aquele investidor do passado (que comprava os flats, populares no fim da década de 1990)."

A empresa realizou uma pesquisa com um quarto dos consumidores do empreendimento Mondial Osasco, que terá bandeiras Ibis e Ibis Budget. "Em média, eles tem 44 anos, 85% são casados e 96% são homens. Eles viajam ao exterior habitualmente têm conhecimento da bandeira", resume.

As marcas à frente da administração dos empreendimentos são, segundo o executivo, o aspecto mais importante para a definição do investimento. Elas aparecem em 53% das respostas dos entrevistados "São as bandeiras, e não os grupos, que têm muitas empresas, o que chamam a atenção", diz. Entre os produtos com mais poder de sedução no mercado estão os com bandeiras econômicas, com um público potencial amplo.

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