Alemães esperam crescimento para investir no Brasil

Os empresários alemães estão satisfeitos com os nove primeiros meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas demonstram uma grandecautela ao serem questionados quando poderão elevar os seusinvestimentos diretos no Brasil. O fator fundamental para isso,segundo eles, serão sinais mais concretos de uma recuperaçãosustentável da economia brasileira.O otimismo cauteloso com o Brasil ficou claro durante umseminário promovido pelo Instituto Ibero-Amerika de Hamburgo,que reuniu cerca de duzentos executivos alemães de grupos cominvestimento na América Latina. O diretor do grupo bancário KfW,Wolfgang Kroh, disse que os primeiros meses do governo Lulaestão sendo "surpreendentes". Ao comentar as reformasestruturais que estão sendo implementadas pelo governobrasileiro, o presidente do Instituto ibero-Amerika, JurgenHarnish, lamentou ironicamente que o governo alemão não estejafazendo o mesmo.Os alemães são tradicionais investidores diretos noBrasil, com forte participação na indústria automobilística, deequipamentos e no setores químico e farmacêutico, entre outros.Desde a década passada, no entanto, os investimentos diretos daAlemanha declinaram, sendo superados inclusive pelos da Espanha,devido a uma combinação dos fatores. A partir do início dadécada de 90, os recursos dos grupos alemães foramprioritariamente destinados à ex-Alemanha Oriental e outrospaíses do leste europeu.

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