Alemães estão interessados na Iberdrola

A E.On, maior empresa alemã de eletricidade, prepara-se para adquirir a Iberdrola, depois da frustrada fusão da companhia espanhola com a principal concorrente, a Endesa, devido às condições impostas pelo governo da Espanha para a operação. Segundo a Agência Europress, a empresa estaria disposta a pagar US$ 16,70 por ação, bem acima dos US$ 14,80 com os quais a Iberdrola fechou sua cotação no pregão de hoje na Bolsa de Valores de Madri (-1,66%). A compra, se concretizada, pode representar a entrada da gigante alemã na América Latina, particularmente no Brasil, principal objetivo de crescimento da Iberdrola no continente junto com o México. A empresa espanhola soma 211 mil clientes no país, controlando geradoras e distribuidoras de energia, além de participações de empresas de gás e negócios em telecomunicações. A Iberdrola controla as distribuidoras de energia Coelba, na Bahia, Coserne, no Rio Grande do Norte, e Celpe, em Pernambuco, além da Usina de Itapebi, na Paraíba. A companhia participa ainda do capital da Ceg e da Riogás, no Rio de Janeiro. Nas telecomunicações sua presença se dá na Tele Sudeste e na CRT, do Rio Grande do Sul. Nos 20 países em que atua, a companhia tem um total de 13,5 milhões de clientes. Na Espanha, onde possui 8,5 milhões de consumidores e 35% do mercado de energia, os ativos de geração somam 16 mil megawatts (MW) e um patrimônio em torno de US$ 12 bi. A venda para a E.On pode significar o impulso que lhe falta para crescer no exterior com recursos próprios. Caso a fusão com a Endesa se concretizasse, as duas empresas venderiam, por exigência do governo espanhol, cerca de US$ 16,5 bi em ativos, o que lhes financiaria a expansão mundial como uma empresa só.

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