coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Alemanha aprova projeto para estatizar bancos

O gabinete de governo da Alemanha aprovou uma proposta de lei que permite a estatização obrigatória de bancos para os quais esta seja a última opção. A estatização seria por tempo específico, com intenção de evitar o colapso da instituição financeira, em consequência de uma crise sistêmica, informou um porta-voz do governo. Segundo o ministro das Finanças, Peer Steinbrueck, a proposta apresentada tem um destinatário e visa facilitar o governo de assumir o controle da problemática financiadora de hipotecas Hypo Real Estate Holding, que já recebeu 102 bilhões de euros (US$ 128,53 bilhões) em empréstimos e garantidas do Estado alemão. Segundo ele, nenhum outro banco parece enfrentar problemas similares aos do Hypo Real.A proposta pode receber emendas do Parlamento antes da aprovação final. A legislação elaborada pelo gabinete permite a estatização forçada até 31 de outubro de 2009.O governo alemão está envolvido no resgate do Hypo Real desde o fim do terceiro trimestre do ano passado, considerando várias opções para o Hypo e outros bancos alemães para evitar uma crise sistêmica. O governo alemão estuda obter o controle majoritário de 75% mais uma ação do Hypo Real adquirindo-o dos atuais acionistas ou obter 95%, seguido de retirada dos acionistas minoritários remanescentes.A movimentação do governo segue-se a negociações para aquisição da participação do JC Flowers, que representa um grupo de investidores com 23,7% no Hypo Real e é seu maior acionista. A estatização forçada é um tema controverso na Alemanha, remetendo ao período nazista no país, que tomou os ativos dos judeus, e à estatização pela Alemanha Oriental das companhias após a Segunda Guerra Mundial.O atual pacote de emergência de 102 bilhões de euros para o Hypo Real, um importante cedente de crédito para os governos locais e para a indústria imobiliária, inclui 50 bilhões de euros em empréstimos bancários a partir de um consórcio de bancos alemães e do governo, e outros 52 bilhões de euros em garantias do Estado do SoFFin.A proposta de lei também prevê ampliação do vencimento de 36 meses dos títulos de dívida garantida pelo SoFFin para cinco anos, com a garantia vencendo em 31 de dezembro de 2014. As informações são da Dow Jones.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2009 | 09h31

Tudo o que sabemos sobre:
Alemanhabancos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.