Alemanha atrai imigrantes de vizinhos abalados pela crise

Quase 30 mil espanhóis migraram para a Alemanha em 2012, um recorde nos últimos 40 anos

08 de maio de 2013 | 15h13

 

O movimento de contêineres no porto de Hamburgo, na Alemanha, reflete o vigor da economia considerada a locomotiva da Europa. Enquanto os demais países do Continente enfrentam sérias dificuldades para sair da crise, no ano passado a Alemanha atraiu 1,08 milhão de migrantes em busca de trabalho.

Do total, 966 mil eram estrangeiros e os demais eram alemães retornando por causa da crise em outros países europeus. O número de migrantes foi o maior desde 1995, segundo números oficiais do governo alemão.

Segundo as estatísticas federais, a imigração aumentou 13% em relação a 2011. A maior parte dos imigrantes estrangeiros são da Polônia, da Romênia e Bulgária.

O impacto na economia de alguns países vizinhos é motivo de preocupação. Enquanto a taxa de emprego é de 5,6%, la Alemanha, na Espanha ela chega a 27,1%. Isso explica o crescimento de 45% da migração de espanhóis para a Alemanha em 2012 (foram 29,9 mil espanhóis que mudaram para a Alemanha). A taxa é a maior desde 1973.

"Este afluxo é uma grande oportunidade para a Alemanha, porque estamos recebendo muitos jovens com boa formação", declarou a ministra do Trabalho, Ursula von der Leyen.

Apesar da migração recorde, a Alemanha ainda tem grande oferta de emprego com falta de profissionais para preenchê-los.Uma nova regulamentação para trabalhadores naturais de outros países da União Europeia deverá entrar em vigor em julho, para ajudar a resolver o problema. A medida vai facilitar a imigração de trabalhadores especializados.

Os países da Europa Central e Oriental e os da Europa do Sul, atingidos pela crise, incluem-se entre os principais fornecedores de mão de obra imigrante da Alemanha. O jornal El País salienta, por exemplo, que

A maior parte dos migrantes chega dos países do leste europeu, mas cresceu também o número de desempregados de países afetados pela crise do euro, como Espanha (49,9 mil), Grécia (34,1 mil) e Portugal (11,7 mil).

O gráfico abaixo foi publicado pelo jornal espanhol El País, com base nos dados divulgados na Alemanha:

 

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