Alemanha condiciona ajuda à Argentina

A Alemanha alinhou-se às posições dos Estados Unidos e do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao deixar claro que dará seu apoio a uma ajuda financeira à Argentina somente se este país apresentar um plano econômico que possa ser ?concretizado? e ainda demonstrar a viabilidade política de um possível acordo com o organismo.A mensagem partiu do próprio chanceler alemão, Gerhard Schroeder, horas antes de embarcar para Buenos Aires. Schroeder acentuou que a Alemanha não dará socorro financeiro direto ao governo argentino. ?Não basta a Argentina apresentar um plano econômico aos organismos internacionais. O programa tem de ser concretizável, e o país tem de demonstrar a perspectiva de viabilização política do que venha a ser acordado (com o FMI)?, afirmou Schroeder.Conforme explicou, uma possível ajuda do FMI terá o objetivo de fazer com que a Argentina saia da crise por si mesma. Daí a necessidade de o país elaborar um plano abrangente de reformas econômicas, cujos termos possam ser realmente implementados, e demonstrar que há vontade política do governo de cumprir as metas que serão fixadas no acordo.As posições do chanceler alemão refletem as declarações que vêm sendo proferidas por autoridades do Fundo e dos Estados Unidos, que pressionam o governo argentino a levar adiante um programa econômico rigoroso e em condições de ser executado. Elas reforçam, portanto, a improbabilidade de a Argentina conseguir a curto prazo a ajuda externa que pleiteia ? algo em torno de US$ 20 bilhões.Nesta quarta-feira, o ministro argentino da Economia, Jorge Remes Lenicov, concluiu viagem a Washington, onde apresentou seu plano econômico para a diretoria do FMI. Lenicov deixou os Estados Unidos com a promessa apenas de ?aconselhamento e suporte? do Fundo, feita por Horst Köhler, diretor-gerente da instituição. Köhler qualificou seu encontro com Lenicov como ?um bom começo para um novo relacionamento? entre o Fundo e a Argentina. Mais preciso, o diretor de Relações Externas do FMI, Thomas Dawson, afirmou que o plano argentino continua incompleto.Leia o especial

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