Alemanha e França iniciam discussão com credores privados sobre a Grécia

Encontros acontecem após acordo entre a chanceler Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, prevendo a participação voluntária dos credores privados no resgate da Grécia

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

22 de junho de 2011 | 11h50

Os governos da Alemanha e da França se reúnem, separadamente, com representantes de bancos e instituições financeiras de seus respectivos países para discutir as opções em torno da proposta de participação voluntária dos credores privados no esforço para evitar um default da dívida da Grécia.

Os encontros seguem-se ao acordo fechado na semana passada entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, prevendo a participação voluntária dos credores privados no resgate da Grécia.

Fontes disseram que o Ministério das Finanças da Alemanha se reúne com representantes de vários bancos e seguradoras alemãs para discutir uma rolagem voluntária da dívida grega pelos credores privados. Segundo as fontes, uma solução imediata não é esperada, já que as negociações estão em um estágio inicial. Eles acrescentaram que o Deutsche Bank, o Commerzbank e a seguradora Allianz devem estar presentes ao encontro.

O porta-voz do ministério das Finanças da Alemanha, Martin Kotthaus, não comentou sobre o encontro, mas disse que o governo estuda "possibilidades concretas" para um participação voluntária dos credores privados em uma nova ajuda para a Grécia. "Buscamos iniciar as conversações com o setor privado, a nível nacional e internacional, para ver como podemos quantificar a participação" para o encontro de ministros das finanças da zona do euro de 3 de julho, disse o porta-voz.

O Commerzbank possui uma exposição de 2,9 bilhões de euros na dívida grega e é o maior credor do país entre outros bancos alemães. O Deutsche Bank possui uma exposição de cerca de 1,6 bilhão de euros na dívida grega, segundo informações divulgadas recentemente. Estima-se que a exposição total dos bancos alemães à dívida grega seja de entre 10 bilhões de euros a 20 bilhões de euros, disse o diretor-gerente da associação alemã de bancos BdB, Michael Kemmer, ontem. Segundo ele, os bancos deveriam receber incentivos tais como garantias pelos bônus gregos em troca da participação na solução dos problemas da Grécia. Segundo dados do início de junho do Banco de Compensações Internacionais (BIS), a exposição dos bancos alemães à Grécia estava em cerca de US$ 22,7 bilhões. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
GréciaAlemanhacriseeuroEuropa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.