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Alemanha estuda ajuda estatal à combalida montadora Opel

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse neste sábado que uma decisão sobre ajuda estatal à Opel, unidade da montadora norte-americana General Motors, depende das perspectivas de longo prazo da empresa e da disposição dos bancos de contribuir. Um dia depois de a GM da Europa anunciar um plano de recuperação para a Opel para evitar o corte de empregos e fechamento de fábricas, o ministro da Economia da Alemanha iniciou consultas com dirigentes de estados alemães que mantêm unidades da Opel e disse que ainda precisa de respostas para muitas questões. A GM da Europa informou que precisa de 3,3 bilhões de euros em ajuda de governos europeus e apresentará na segunda-feira seu plano em detalhes para o governo alemão. "Sem um exame cuidadoso, a ajuda não é possível," disse Merkel durante um evento em Kiel. "(Primeiro temos de ver) se há uma perspectiva positiva para a empresa e se os bancos se envolverão," disse ela. Merkel afirmou que poderia estar propensa a oferecer garantias financeiras, dependendo de sua avaliação do plano de reformulação da empresa. A menos de seis meses de uma eleição e enfrentando a mais profunda recessão na maior economia da Europa desde a Segunda Guerra, Merkel está interessada em salvar o que for possível dos cerca de 25 mil empregos das quatro fábricas alemãs da Opel. A imprensa alemã informou que de 8 mil a 11 mil empregos estão em risco. Os primeiros-ministros dos Estados de Hesse e Westfália do Norte, que em conjunto têm cerca de 21 mil empregos na Opel e outros milhares nos fornecedores da montadora, disseram estar prontos a ajudar no que puderem. A idéia central da reformulação é dividir a Opel - incluindo a britânica Vauxhall - em uma unidade que seria majoritariamente de propriedade de sua irmã norte-americana. Investidores estrangeiros ficariam com uma fatia de mais de 25 por cento. Merkel está determinada a não deixar que nenhuma ajuda estatal termine indo para a GM, empresa que também procura ajuda governamental para se manter no mercado. (Reportagem adicional de Marilyn Gerlach em Frankfurt e Matthias Inverardi em Duesseldorf)

MADELINE CHAMBERS, REUTERS

28 de fevereiro de 2009 | 17h26

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