Alemanha impõe condições para fusão de EADS com BAE

O ministro da Economia da Alemanha, Philipp Roesler, disse a um jornal alemão neste sábado que a proposta de fusão da European Aeronautic Defence & Space Co. (EADS) e a britânica BAE Systems PLC tem muitos pontos positivos, mas que os interesses da Alemanha precisam ser protegidos. A franco-alemã EADS é a controladora da Airbus.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agencia Estado

29 de setembro de 2012 | 12h17

"Uma fusão da EADS com a BAE Systems oferece oportunidades inegáveis, mas ao mesmo tempo em uma fusão a Alemanha precisa defender seus interesses", afirmou em entrevista ao jornal Welt am Sonntag, divulgada antecipadamente nesta sábado. Roesler disse, no entanto, que se as condições forem atendidas "então a fusão poderá definitivamente fazer sentido".

A EADS espera se juntar à BAE para poder ter mais força no mercado dos Estados Unidos, que é o maior do mundo. O ministro disse que isso não poderá ser atingido à custa dos trabalhadores alemães.

"Uma companhia aérea e espacial europeia só será bem sucedida se os países participantes puderem progredir nos seus pontos fortes locais", afirmou, acrescentando que isso inclui o avanço da Alemanha em pesquisa e desenvolvimento. "As forças da Alemanha consistem sobretudo na produção de tecnologia avançada. Essas capacidades não podem ser reduzidas, mas fortalecidas", completou. As informações são da Dow Jones.

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