Alemanha não descarta calote grego

BERLIM - O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, disse ontem que não poderia descartar um calote da Grécia, uma postura que vai aumentar a pressão sobre Atenas nas negociações sobre a continuidade do programa de ajuda financeira.

, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2015 | 02h03

Perguntado se iria repetir a garantia que deu no final de 2012 de que a Grécia não daria o calote, Schäuble disse ao The Wall Street Journal e ao jornal francês Les Echos que "teria de pensar muito antes de repetir isso na situação atual".

"A decisão democrática do povo grego nos deixou em uma situação muito diferente", disse ele, referindo-se à eleição de janeiro, quando o governo de esquerda venceu, revertendo os cinco anos de austeridade.

Em entrevista em seu escritório em Berlim, Schäuble, um dos principais responsáveis pelo controverso plano de austeridade na crise da dívida na zona do euro, não mostrou disposição no compromisso em relação às negociações para desbloquear a última parcela de ajuda à Grécia, no valor de 245 bilhões. Sem um acordo, o programa, que vai expirar em seis semanas, poderá deixar Atenas sem opção para o pagamento de milhões de euros da dívida que vencem nos próximos meses.

Schäuble, que presidirá a reunião do grupo de ministros das finanças e presidentes de bancos centrais na próxima semana em Dresden, rejeitou a maioria das ideias da União Europeia para esculpir um caminho para sair do impasse nas negociações de resgate. Ele também alertou a Comissão Europeia para manter o seu papel como um dos três monitores de implementação do programa, juntamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE)./ Dow Jones Newswires

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