Luke MacGregor/Reuters
Luke MacGregor/Reuters

Alemanha nega socorro ao Deutsche Bank

Governo reagiu à notícia de que as autoridades financeiras ajudariam o banco a pagar multa de US$ 14 bilhões nos EUA

Reuters

29 Setembro 2016 | 00h14

O governo alemão negou ontem que esteja trabalhando em um resgate do Deutsche Bank, uma vez que o maior banco da Alemanha reforçou suas finanças com a venda de seguradora no Reino Unido.

O Deutsche Bank enfrenta uma penalidade de US$ 14 bilhões imposta pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e preocupações sobre seus recursos pressionaram as ações da instituição para um recorde de baixa na terça-feira. A situação do banco elevou preocupações sobre a saúde do setor financeiro na maior economia da Europa.

O Ministério das Finanças da Alemanha negou reportagem publicada pelo semanário Die Zeit que afirma que o governo alemão e autoridades financeiras estavam trabalhando em um possíveis medidas para permitir que o Deutsche Bank venda ativos para outros bancos, o que reforçaria as finanças do banco.

A publicação afirmou que o governo alemão poderia assumir uma participação direta de 25% no Deutsche Bank em caso de extrema urgência. O jornal não citou fontes.

O governo ainda espera que o Deutsche Bank não precise de apoio estatal e apenas cenários para um possível resgate estavam sendo discutidos até agora, disse o Die Zeit.

“Essa reportagem está errada. O governo alemão não está preparando um plano de resgate, não há razão para se especular sobre isso”, disse o ministério em comunicado.

Duas fontes próximas ao assunto afirmaram que a autoridade financeira da Alemanha, Bafin, não está trabalhando em um plano de emergência.

Mercado de capitais. As ações do Deutsche Bank, que perderam cerca de metade do valor neste ano, avançaram 2,04% ontem. Um porta-voz do Deutsche Bank também negou a publicação do Die Zeit e se referiu a uma entrevista do presidente executivo do banco, John Cryan, ao diário alemão Bild.

“Em nenhum momento eu pedi apoio à chanceler. Nem sugeri qualquer coisa como isso”, disse Cryan ao Bild, em resposta a uma reportagem que afirma que o executivo pediu a Angela Merkel ajuda sobre a penalidade de US$ 14 bilhões imposta pelos EUA contra o banco para resolver acusações relacionadas a vendas de títulos atrelados a hipotecas.

Nesta quarta-feira, 28, pela manhã o executivo-chefe do Credit Suisse Group, Tidjane Thiam, disse em um evento em Londres que os bancos europeus estão em uma “situação muito frágil” e que este setor não pode ser visto como um investimento.

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