Hayoung Jeon/EFE/EPA
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Alemanha oferece 'ajuda ilimitada' às empresas por conta do coronavírus

Govermo alemão diz que objetivo é garantir que as companhias tenham liquidez suficiente para enfrentar a crise desencadeada pela doença

Bloomberg

13 de março de 2020 | 13h35

O governo da Alemanha se comprometeu a gastar o que for necessário para amenizar o impacto econômico do coronavírus. O objetivo do país europeu é garantir que as empresas tenham liquidez suficiente para enfrentar a crise desencadeada pelo surto, disseram os ministérios das Finanças e da Economia, em comunicado conjunto nesta sexta-feira, 13. O ministro das Finanças, Olaf Scholz, disse que não haverá limite para o dinheiro disponível e que a Alemanha pode precisar assumir dívidas adicionais para financiar a onda de gastos. 

Inicialmente, o pacote contempla uma ajuda de pelo menos 460 bilhões de euros. "Temos força financeira para lidar com essa crise", disse Scholz em entrevista coletiva em Berlim. "Há dinheiro suficiente e estamos implantando (esse plano). Estamos usando todas as medidas necessárias para proteger trabalhadores e empresas."

Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, prometeu flexibilidade máxima nas regras fiscais e de auxílio estatal do bloco para permitir que os países prestem ajuda a empresas e trabalhadores atingidos.

As ações de Berlim e de Bruxelas sinalizam um aumento dramático da preocupação, após uma semana em que os líderes europeus foram avisados de que podem enfrentar um colapso econômico parecido com o de 2008, a menos que tomem medidas decisivas. Os mercados despencaram na quinta-feira, quando o pacote de ajuda do Banco Central Europeu decepcionou os investidores.

Agora, a Comissão Europeia disse que regras fiscais rígidas podem ser suspensas por completo, permitindo injeções de dinheiro, por exemplo, a companhias aéreas e de turismo, bem como gastos emergenciais em serviços de saúde.

Poderá ser usada uma cláusula de emergência que propõe aos Estados membros a suspensão de qualquer esforço de ajuste fiscal por conta da crise, no caso de uma crise econômica grave na região.

Enquanto isso, os países poderiam usar toda a flexibilidade das regras fiscais do bloco, o que significa que quaisquer medidas que adotarem não serão levadas em consideração na avaliação de seus déficits.

A comissão também disse que o fundo de investimento da UE garantirá 8 bilhões de euros em empréstimos a 100 mil pequenas e médias empresas. As empresas afetadas poderão adiar o pagamento de seus empréstimos existentes.

As propostas da Alemanha, por sua vez, também incluem permitir que as empresas adiem bilhões de euros em pagamentos de impostos e uma expansão maciça de empréstimos do banco estatal KfW.

"Nenhuma empresa saudável deve falir por causa do coronavírus e nenhum emprego deve ser perdido", disse o ministro da Economia da Alemanha, Peter Altmaier. "Estamos espalhando um escudo protetor abrangente sobre trabalhadores e empresas."

Como parte dos esforços para amortecer o impacto do vírus, a câmara baixa do parlamento alemão aprovou mais poderes governamentais para fornecer apoio financeiro a empresas forçadas a interromper o trabalho e enviar funcionários para casa.

A lei, que permitiria às empresas afetadas um acesso mais fácil aos fundos para pagar funcionários contratados, foi acelerada no processo legislativo, revivendo medidas que ajudaram a Alemanha a evitar demissões em massa durante a crise financeira de 2008.

"Claramente, o esforço é para incentivar a política fiscal e a coordenação com os governos", disse Imogen Bachra, estrategista da NatWest Markets Plc em Londres. "As medidas anunciadas até agora na Alemanha eram pequenas, então certamente esperávamos mais."

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