Alemanha pressiona Grécia a realizar reformas para destravar ajuda

Políticos alemães mantiveram a pressão neste fim de semana para que a Grécia implemente as reformas, com o ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, alertando Atenas, durante uma entrevista, que um terceiro pacote de ajuda não estaria nos planos se os gregos não realizarem mudanças.

MICHELLE MARTIN, REUTERS

17 Maio 2015 | 11h16

A Grécia está rapidamente ficando sem recursos, e as negociações com os seus credores se encontram num impasse por conta das demandas para que os gregos façam as reformas, entre elas cortes nas aposentadorias e liberalização do mercado de trabalho.

O ministro as Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, sugeriu na segunda-feira que a Grécia poderia precisar de um referendo para aprovar reformas econômicas difíceis, e Gabriel disse que tal votação poderia acelerar as decisões.

Atenas afirma não ter planos para um referendo no momento.

Gabriel, líder dos sociais-democratas, membros da coalizão da chanceler Angela Merkel, enfatizou que o governo grego precisa tomar uma atitude.

"Um terceiro pacote de ajuda para Atenas é possível somente se as reformas forem implementadas. Não podemos simplesmente enviar dinheiro”, disse a um jornal.

O parlamentar conservador Markus Ferber afirmou à revista Der Spiegel que não havia maioria na Alemanha para o envio de um terceiro pacote de ajuda para a Grécia.

Desde 2010, Atenas depende do dinheiro do socorro de 240 bilhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para pagar as suas contas. A Grécia não recebe nenhuma parcela dos recursos desde agosto.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse que o país havia chegado a um consenso básico com os credores internacionais, mas que o governo não recuaria dos seus limites, como, por exemplo, não cortar salários e pensões.

Volker Kauder, líder parlamentar dos conservadores, grupo de Merkel, declarou a um jornal que a situação é “muito difícil” e que “os gregos devem mostrar que eles continuam no caminho acordado”.

Mais conteúdo sobre:
MACROALEMANHAPRESSIONAGRECIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.