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Alemanha promete € 41,5 bi ao FMI

Presidente do BC alemão afirmou que compromisso depende de ampla cooperação internacional; Japão, Dinamarca e Suécia, juntos, contribuirão com  € 77 bi

Álvaro Campos e Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

17 de abril de 2012 | 12h20

FRANKFURT - O membro do conselho executivo do Banco Central da Alemanha (Bundesbank) Andreas Dombret reiterou que a instituição está preparada para fornecer até € 41,5 bilhões para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em um comunicado, Dombret afirmou que o compromisso dependia de uma ampla cooperação internacional, bem como do suporte do governo federal da Alemanha. Ele também expressou apoio ao fortalecimento do monitoramento econômico de alguns países pelo FMI.

Ele acrescentou que a economia da Alemanha enfrentou algum enfraquecimento cíclico no segundo semestre do ano passado, mas está em boa forma. "Nós esperamos que a atividade econômica aumente no futuro próximo devido particularmente à economia doméstica", afirmou Dombret em comunicado.

De acordo com BC alemão, o FMI prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) deverá aumentar 0,6% em 2012 e 1,5% em 2013 e que a inflação na Alemanha será de 1,9% neste ano.

Japão, Suécia e Dinamarca

Após o Japão anunciar que fará um novo aporte de US$ 60 bilhões no FMI, a Suécia prometeu destinar pelo menos US$ 10 bilhões para a instituição, enquanto a Dinamarca se comprometeu com outros US$ 7 bilhões. Nesta terça-feira, 17, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, confirmou que o Fundo buscará um novo aporte de US$ 400 bilhões dos seus membros na sua reunião anual de primavera, que começa nesta sexta-feira, 20.

O Japão e os dois países escandinavos comentaram que resolveram pôr a mão no bolso para encorajar outras nações a expressarem com quanto vão se comprometer. "Nós esperamos que o anúncio do nosso país acelere a movimentação em direção a um acordo preliminar para fortalecer a base de capital do FMI", disse o ministro de Finanças japonês, Jun Azumi.

Segundo Azumi, o Japão vai anunciar sua contribuição formalmente ao FMI na reunião do G-20 esta semana em Washington. O ministro comentou ainda que a decisão sobre o aporte foi tomada após consultas com Alemanha, Reino Unido e China, além de fontes do próprio FMI.

Já o ministro de Finanças da Suécia, Anders Borg, disse que o país está disposto a elevar sua contribuição para até US$ 15 bilhões. "O objetivo com as proteções financeiras é que elas tenham tanto poder de fogo que não seja necessário usar realmente o dinheiro", comentou. Segundo ele, agora seria vantajoso que outros países, como o Reino Unido, deixassem suas posições claras.

Em fevereiro, a Noruega já tinha dito que poderia emprestar mais 55 bilhões de coroas norueguesas (cerca de US$ 9,6 bilhões) para o FMI.

Lagarde elogiou hoje o anúncio do Japão. "Esse é um passo importante nos atuais esforços internacionais para fortalecer a adequação dos recursos globais disponíveis para evitar e combater crises e promover a estabilidade econômica global". As informações são da Dow Jones.

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