Alemanha reduz reservas de ouro pela 1ª vez desde dezembro de 2010

Em sentido inverso, os BCs de economias em desenvolvimento continuaram a elevar suas reservas 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

23 de novembro de 2011 | 15h25

LONDRES - A Alemanha reduziu suas reservas de ouro pela primeira vez em quase um ano, diminuindo o volume total em 150 mil onças-troy em outubro, enquanto os bancos centrais de economias em desenvolvimento continuaram a elevar suas reservas.

 

O Banco Central alemão, o Bundesbank, reduziu suas reservas para 109,194 milhões de onças-troy em outubro, de 109,344 milhões de onças-troy em setembro, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Banco Central Europeu (BCE) reportou um declínio no valor do ouro e dos ativos em ouro a receber do Sistema Europeu de Bancos Centrais (Eurosystem) na semana encerrada em 7 de outubro, que, segundo a autoridade monetária, refletiu "a venda de moedas comemorativas de ouro por um banco central do sistema.

A última vez que as reservas de ouro da Alemanha diminuíram foi em dezembro de 2010, quando o Bundesbank reduziu os ativos em 27 mil onças-troy, de 109.371 onças-troy. A Alemanha é o segundo maior detentor oficial de ouro do mundo, com cerca de 71% de suas reservas internacionais em barras de ouro, de acordo com o Conselho Mundial de Ouro (WGC, em inglês).

A Alemanha e o Tajiquistão - que vendeu 12 mil onças-troy, levando suas reservas de ouro para 140 mil onças-troy no mês passado, foram os dois únicos países que reportaram ao FMI vendas de ouro em outubro.

A Rússia, um comprador regular do mercado doméstico, continuou com seu programa de acumulação de reservas de ouro, aumentando-as em 627 mil onças-troy, para 28,005 milhões de onças-troy.

O Casaquistão também reportou aumentos significantes das compras de ouro pelo segundo mês consecutivo. Suas reservas totalizaram 2,366 milhões de onças-troy no fim de outubro, ante 2,265 milhões de onças-troy em setembro.

Recentemente, os bancos centrais de mercados emergentes compraram ouro em reação aos efeitos das crises da dívida sobre o euro e o dólar, afirmaram analistas. A demanda também subiu acentuadamente nos últimos trimestres, à medida que muitos países tentaram diversificar as reservas internacionais que cresceram junto com as indústrias exportadoras dos mercados emergentes.

A consultoria de metais GFMS previu recentemente que os bancos centrais poderão comprar aproximadamente 500 toneladas, ou cerca de 16 milhões de onças-troy, de ouro neste ano, visto que alguns países tentam diversificar seu portfólio em relação ao dólar.

Após cinco meses de vendas menores, o México voltou ao mercado como um comprador em outubro. O BC mexicano comprou 29 mil onças-troy, e suas reservas estão agora em 3,417 milhões de onças-troy.

A Colômbia também elevou em 38 mil onças-troy suas reservas de ouro, para 333 mil onças-troy. Em janeiro, as reservas eram de 221 mil onças-troy.

A Bielo-Rússia registrou vendas e compras mensais ao longo do ano, aumentando suas reservas em 32 mil onças-troy, para 1,027 milhão de onças-troy.

O BC de Malta elevou suas reservas de ouro em 4 mil onças-troy, para 10 mil onças-troy, enquanto as reservas de ouro da Ucrânia aumentaram 898 mil onças-troy, de 896 mil onças-troy. As informações são Dow Jones.

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