Alemanha vai liberar parte das reservas nacionais de petróleo

A Alemanha vai liberar parte de suas reservas nacionais de petróleo em uma ação internacional coordenada, anunciou hoje o chanceler Gerhard Schröder, segundo o qual a medida pretende amenizar a pressão atual sobre os preços da commodity. Schröder informou que seu Governo decidiu acatar o pedido formulado pelos Estados Unidos à Agência Internacional de Energia. O chanceler acrescentou que combinou lançar ao mercado internacional dois milhões de barris diários das reservas internacionais durante os próximos trinta dias.As quantidades para cada país serão fixadas pelo conselho de administração da AIE. A Alemanha tem atualmente 25,2 milhões de toneladas de petróleo e produtos derivados, dentro de seu compromisso de manter um volume de reservas que sirva para garantir o abastecimento por noventa dias.Schröder disse que espera que a iniciativa receba o apoio generalizado no mundo. Também pediu aos consórcios multinacionais que aproveitem a ação para baixar os preços obedecendo à "grande responsabilidade" das empresas energéticas. As companhias petrolíferas "não têm só uma responsabilidade econômica, mas também humana", disse.A condição para o uso das reservas foi detectar um transtorno no abastecimento mundial de petróleo, explicou Schröder. Segundo ele, a iniciativa não tem relação com as reclamações da oposição conservadora e liberal, mas sim com a redução da exploração nos EUA, devido ao furacão.A oposição havia proposto liberar até a metade das reservas, o que o Governo rejeitou alegando que a Alemanha não podia tomar medidas sozinha. O porta-voz do Governo, Bela Anda, subestimou a proposta e lembrou que as reservas de emergência só podem ser vendidas quando há um problema de abastecimento energético.Schröder afirmou à imprensa que a situação atual de crise confirma que a opção pelas energias renováveis do Governo vermelho-verde foi correta. O chanceler ressaltou ainda seu desejo de manter, caso ganhe as eleições do dia 18, a meta de fazer a cota de biocombustíveis em relação ao consumo energético total chegar a 10% até 2010.

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