Alemanha vê risco em investir nas parcerias público privadas

Ausência de regras claras e estáveis e o risco cambial impedem os alemães de ingressarem nas Parcerias Público-Privadas (PPP) do Brasil, segundo a secretária para América Latina do Ministério de Economia e Trabalho do governo alemão, Hilde Welte. "O grande problema é que a maioria dos projetos de PPP são de muito longo prazo, como a construção de rodovias e refinanciamento por pedágios ou mesmo nos investimentos em energia elétrica, e o investidor precisa de segurança contra o risco cambial", disse.Ela colocou em dúvida a constituição dos fundos com garantias para as PPPs, que devem ser formados por recursos do Banco Interamericano de Investimento (BID), Banco Mundial (Bird) e públicos. "Ao que me consta, são fundos em reais", afirmou. Ela disse que teve uma reunião na semana passada com autoridades brasileiras e não foi informada sobre recursos em moeda estrangeira na constituição dos fundos.A secretária criticou também o hábito dos governos brasileiros de regulamentar os setores como o de infra-estrutura por medidas provisórias. "Ajudaria muito se as MPs fossem substituídas por legislações definitivas, projetos de lei. Isso traria mais transparência e segurança do marco regulatório para o investidor", argumentou.Hilde Welte disse que se forem superadas estas dificuldades, o governo alemão estará disposto a investir em infra-estrutura, agronegócio, empresas de refrigeração e fabricantes de embalagens para alimentos. "Uma empresa alemã está interessada em produzir energia eólica no Nordeste do Brasil", disse.Jander Ramon viajou a convite da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha

Agencia Estado,

28 de junho de 2004 | 17h11

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