Alencar anuncia que reestruturação da Varig levará 6 meses

O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, informou que, pelo plano preliminar de reestruturação da Varig, discutido longamente hoje, em reunião realizada em seu gabinete, existe a possibilidade de os credores que não quiserem ou não puderem transformar seus créditos em ações da empresa alongarem os prazos de pagamento das dívidas. Segundo Alencar, os detalhes jurídicos e operacionais ainda serão debatidos por mais algum tempo.De acordo com informação passada ao ministro na reunião de hoje de manhã pelo Unibanco e pela diretoria da Varig, o cronograma para conclusão de toda a reestruturação é de seis meses. O Unibanco foi contratado pela Varig para elaborar um plano de reestruturação da empresa, com ampliação do seu capital.Alencar disse que ficou "bem impressionado" com o plano apresentado, que ele classificou de "consistente". "Estamos saindo dessa reunião certos de que há uma alternativa àquela da liquidação extrajudicial, porque aquela não era boa", afirmou. Segundo Alencar, a idéia em discussão será melhor detalhada a partir das próximas reuniões, em que todos os credores da companhia serão convidados a debatê-la para se saber quem pode e quem não pode fazer tal tipo de operação. A dúvida, por exemplo, é se empresas estatais, como Infraero, Banco do Brasil e BR Distribuidora, têm margem, em seus estatutos, para ser sócias, mesmo que temporariamente, de empresas privadas.Alencar disse que, após uma venda em leilão público de ações da empresa que vierem a ser adquiridas pelo governo, não está descartada a possibilidade de concorrentes como a Gol e a TAM também se candidatarem a adquirir essas participações. "Todos aqueles candidatos à compra serão qualificados, porque podem aparecer pessoas que não estejam em condições de operar uma companhia com a responsabilidade que uma companhia aérea requer", disse.Medidas de curto prazoO presidente da Varig, Luiz Martins, afirmou que a empresa tem alternativas de operações de curto prazo que podem ajudá-la a não ter problemas operacionais durante nos próximos 4 ou 6 meses em que estará sendo discutido o plano de reestruturação da Companhia. Na saída de uma reunião com o vice-presidente, José Alencar, Martins evitou detalhar estas operações mas descartou a possibilidade de enxugamento da empresa. Martins foi cauteloso ao comentar a reunião afirmando que seria indelicado com os credores da companhia tratar em detalhes pela imprensa do projeto.

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