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Alencar: apagão foi positivo se incentivar alternativas

O vice-presidente da República, José Alencar, disse que o apagão poderá ter sido positivo se incentivar o País a produzir formas alternativas de energia. "Há quem diga que a solução seria a construção de usinas mais próximas, mas se ficarmos presos à matriz atual, não há potencial hidráulico em toda parte, mas podemos fazer energia eólica, térmica e a gás", disse ele, citando as descobertas recentes de campos de gás.

FABIANA CIMIERI E ADRIANA CHIARINI, Agencia Estado

12 de novembro de 2009 | 17h50

Para o diretor de Relações com Investidores do grupo de distribuição e geração de energia CPFL, Gustavo Estrella, o apagão da noite de terça-feira deve ter sido um caso isolado que tende a não se repetir. Ele considerou que é necessário saber o que causou a falta de energia e descreveu o sistema de energia do País como "bastante robusto".

O diretor não chegou a descartar a possibilidade de outro apagão. Mas considera que, em primeiro lugar, é preciso saber exatamente o que causou o problema na terça-feira. Segundo o diretor da CPFL, hoje a situação é quase a ideal. "Mas não existe um sistema infalível. A medida para mitigar a chance de um problema seria um aumento fantástico de investimento. A relação custo/benefício não vale a pena", disse.

Para Estrella, não cabem comparações com a situação de 2001, quando foi feito um racionamento para evitar apagões. "Na época, foi um problema de falta de energia, o que não está acontecendo agora", afirmou. No momento, há sobra de energia, "inclusive devido à queda da produção industrial (em relação ao ano passado)", observou. A transmissão também está "muito melhor" do que em 2001, segundo ele.

De acordo com ele, no médio prazo, a economia brasileira deve crescer de 4% a 4,5% ao ano e a necessidade de geração de energia adicional por ano seria em torno de 4.000 megawatts (MW). "A gente (Brasil) consegue suprir essa necessidade sem problema via leilões promovidos pela Aneel", afirmou. "O País terá energia para os próximos dois ou três anos, inclusive porque continuamos trabalhando com sobra. E, com os leilões, existe um cenário confortável de energia no longo prazo", afirmou.

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