Alencar defende taxa superior a 4% para crescimento da economia

O vice-presidente José Alencar defendeu, esta manhã, uma taxa superior a 4% para o crescimento da economia do País. "As metas são colocadas para serem superadas", disse, após participar da abertura do 47º Painel Telebrasil, em que estão sendo discutidos temas ligados às telecomunicações. "O Brasil precisa crescer em altas taxas, e a meta tem que ser posta em um potencial ambicioso", afirmou, quando questionado se a meta seria 4%. "Quatro por cento é muito pouco", opinou. Sobre a taxa ideal, ele não respondeu, mas disse que "as condições do Brasil precisam ser ajustadas para o crescimento e para que haja desenvolvimento, e é o que o Brasil está precisando fazer". Segundo Alencar, o Brarsil tem adotado medidas "altamente positivas" em relação ao desenvolvimento. Ele citou o programa chamado "Moderfrota", que prevê recursos para a mecanização da agricultura. Sustentou, no entanto, a necessssidade de que esse tratamento preferencial seja dado a todos os segmentos da economia. "Assim teríamos custo de capital compatível com a atividade produtiva", afirmou. Alencar disse ainda que, para crescer, é necessário oferecer condições de "economicidade" para todos os setores. Ele citou o exemplo da infra-estrutura. Por exemplo, "é preciso dar um jeito" no sistema de transporte. "Deus nos deu terras fertilíssimas", observou. "Somos o país de maior volume de água doce do planeta. Temos, então, que colaborar um pouco com Deus". Outros pontos a melhorar: a educação e a formação profissional. Questionado se haverá dinheiro para isso, ele afirmou: "Somos ricos em recursos humanos. Não há povo mais versátil que o brasileiro. O governo Lula vai realizar um trabalho de sumo interesse nacional. O Brasil vai voltar a crescer, vai gerar oportunidades de trabalho e vai distribuir melhor a renda". Reforma ministerialO vice-presidente afirmou que somente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode falar sobre reforma ministerial. "Reforma ministerial é com o presidente. Só ele pode falar nisso", esquivou-se. Quanto à situação do ministro dos Transportes, Anderson Adauto, do mesmo partido de Alencar (o PL), ele respondeu: "A notícia que eu tenho é a melhor possível", mas não especificou que notícia é essa.

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