Alencar espera tratamento de respeito do FMI

O presidente em exercício José Alencar disse hoje que espera do Fundo Monetário Internacional (FMI) um tratamento de respeito. Segundo Alencar, o Fundo vai aplaudir o comportamento do Brasil. "Estamos em condições hoje de começar a retomada para o crescimento sustentável", disse. Porém, Alencar voltou a se queixar dos juros e das deficiências de infra-estrutura e da estrutura tributária que tiram competitividade das empresas brasileiras. De acordo com Alencar, enquanto a taxa de juros for maior que a remuneração da atividade produtiva, não haverá investimento. Ele ressaltou porém que "sempre há algum investimento, mas muito pouco". O presidente observou que existem casos de spread de 700% sobre a taxa básica de juros. "Isso não pode continuar de forma alguma. Para voltar a crescer, é preciso que a atividade produtiva remunere a taxa de capital". Ele afirmou também que a reforma tributária que está tramitando no Congresso Nacional é o que foi possível fazer. No entanto, de acordo com ele, o governo está consciente de que a verdadeira reforma tributária ainda está por se fazer. Esta reforma tributária ideal deve, segundo Alencar, estabelecer um sistema com um imposto de consumo não cumulativo, o imposto de renda, o imposto sobre propriedade e instrumentos de fiscalização como a CPMF e o imposto sobre comércio exterior. "Esta é a reforma que o governo gostaria", disse, acrescentando que "o resto são taxas". "Mas nem sempre o que se gostaria acontece de imediato", lamentou. Alencar ressaltou ainda que quando se fala em integração com outros países tem de se supor tratamento igualitário, inclusive quanto a juros, tributação e infra-estrutura. "Estamos sofrendo, mas temos de sair deste sofrimento. Condições para isso nós temos", afirmou ao abrir o Congresso Latino Americano de Siderurgia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.