Alencar pede responsabilidade no reajuste de aposentados

Presidente em exercício diz que proposta deve levar em conta o equilíbrio orçamentário do País

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

04 de novembro de 2009 | 17h05

O presidente em exercício José Alencar disse nesta quarta-feira, 4, que a proposta de se estender a todos os benefícios previdenciários o reajuste do salário mínimo, em discussão na Câmara, deve levar em conta o equilíbrio orçamentário e que seria uma "irresponsabilidade" conceder aumento sem fazer cálculos.

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Em rápida entrevista após participar de solenidade no Tribunal de Contas da União (TCU), Alencar afirmou: "Eu acho que tudo o que puder ser feito para dar alguma coisa que é devida a essas pessoas deve ser feito." Mas fez a ressalva:"É claro que o governo tem que estar atento às questões do equilíbrio orçamentário."

 

Segundo o presidente em exercício, o governo faz um "esforço grande" para equilibrar as contas da Previdência. "Todos sabemos que a Previdência, desde muitos anos, traz déficit grande", disse. "Agora, por exemplo, estamos fazendo um esforço grande para equilibrar as contas, mas alguma coisa precisa ser feita, porque isso também significa distribuição justa da renda nacional."

 

Sobre a viabilidade do reajuste tal como propõe projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), Alencar disse: "Isso tem que ser examinado à luz dos cálculos. É claro que não podemos fazer nada que possa significar maior desequilíbrio orçamentário." Ele observou que "o déficit da Previdência acaba provocando certa insegurança em todos os aposentados." E completou: "Temos que oferecer à Previdência condições de equilíbrio fiscal capaz de dar tranquilidade a todos os aposentados."

 

A uma pergunta sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e outros citados no chamado esquema do "mensalão mineiro", Alencar respondeu que espera um julgamento "justo".

 

"Sempre me coloquei a favor de todas as investigações rigorosas. Para mim, a priori, as pessoas são honestas até provem o contrário e isso tem que ser respeitado", afirmou. "Porém, as investigações precisam ser feitas", completou. "O que posso dizer é que gostaria que seja um julgamento justo."

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