Alencar: queda do PIB de 0,8% 'foi uma vitória' do País

O vice-presidente José Alencar disse hoje, ao sair da cerimônia de comemoração do 144º Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, que "não está triste" com o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, que registrou queda de 0,8% em relação ao último trimestre de 2008. "Eu não estou triste porque o Brasil está em situação excepcional em relação aos outros países. Prova disso é que perdeu 0,8% do PIB. Foi uma vitória tendo em vista a força da crise internacional. E nós não temos nada com esta crise", disse.

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

10 de junho de 2009 | 13h45

Para Alencar, o resultado "foi uma vitória" porque o Brasil "é uma vítima" desta crise. "O Brasil está conseguindo sair dela (da crise) em condições muito superiores a outros países, por causa das medidas que têm tomado para combatê-las", afirmou. Ressaltou ainda que o Brasil estaria em condições muito superiores, se não fosse a crise. "Brasil é vitima desta crise, mas está realizando um trabalho admirável para que o País saia dela em condições boas e vai acontecer isso."

Alencar não quis falar sobre expectativas e projeções para a decisão que o Comitê de Política Monetária (Copom) tomará na reunião de hoje. Ele voltou a criticar as taxas de juros vigentes no País. "As taxas de juros do Brasil têm de ser compatíveis com as praticadas nos outros países", disse ele, sem especificar para qual patamar espera que o Banco Central defina a Selic (taxa básica de juros da economia, hoje em 10,25% ao ano). "Decisão sobre baixar juros é do Copom. É uma decisão técnica. Quando falo em juros, é no sentido filosófico", disse. "Não podemos, de forma alguma, continuar convivendo com taxas de juros dessa magnitude. Está errado. O Brasil é um País tão bom ou melhor que os outros e as taxas de juros devem ser compatíveis".

Segundo o vice-presidente, "o Brasil tem de ser intransigente em relação a isso (chegar a taxas de juros compatíveis com as praticadas no resto do mundo)." Diante da insistência para que apresentasse um prognóstico em relação às taxas de juros, ele respondeu, irritado: "eu não participo do Copom e estou falando do ponto de vista filosófico".

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