Alencar volta a defender choque heterodoxo na economia

Às vésperas do anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que irá definir a taxa de juros, o vice-presidente José Alencar voltou a defender um "choque heterodoxo" na economia e afirmou no final da noite de segunda-feira que o modelo clássico que vem sendo seguido pela equipe econômica do governo "é equivocado". Alencar, que participou na noite desta segunda-feira da solenidade de abertura do 10º Salão de Oportunidades do Sebrae-MG, voltou a criticar a política atual pela qual o País "tem de pagar uma taxa 20 vezes superior à dos países com os quais tem de competir, só para segurar a inflação". "Enquanto as atividades produtivas não puderem remunerar os custos de capital não tem como haver um desenvolvimento sustentável", afirmou. Apesar de manter a tônica do discurso, o vice-presidente elogiou a atuação do ministro da Fazenda, Antônio Palocci que segundo ele é "um príncipe", pelo fato de ter conseguido recuperar a credibilidade do País no exterior. O vice também disse acreditar que o Brasil deverá apresentar algum crescimento econômico neste mês e aposta em um incremento ainda maior em 2004.Para Alencar, porém, as metas de superávit primário traçadas pelo governo são elevadas e o País deveria ter uma atuação mais firme na defesa dos interesses em todas as negociações com organismos internacionais. "O Brasil atingiu um superávit primário de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre, enquanto a Argentina deu um calote e recebeu apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) para adotar um superávit de 3%. Parece que o Brasil é tão rico que os outros países não têm pena de nós. Temos de defender as nossas causas", disse.

Agencia Estado,

16 de setembro de 2003 | 07h56

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