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Alencar volta a defender maior corte na taxa de juros

O vice-presidente da República, José Alencar (PMR), voltou a defender nesta quinta-feira em Fortaleza, uma maior redução na taxa de juros. De acordo com ele, as taxas devem se posicionar em patamares de mercado internacional para que o Brasil se insira com poder de competição, em pé de igualdade com os outros países. "E, nesse dia - ninguém precisa duvidar - o Brasil vai se situar no lugar que lhe cabe. O Brasil é um país rico de recursos naturais e humanos", comentou, durante coletiva à imprensa, após ministrar palestra para empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). "Nós já derrubamos grande parte do juro básico, mas temos que derrubar mais. Tem que cair mais. Hoje, já se tem uma consciência governamental neste sentido", garantiu.De acordo com Alencar, a queda do juro não se deu com maior ênfase durante este primeiro mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva devido à preocupação da equipe econômica em debelar a inflação. Mas ele acredita em um declínio maior em um eventual segundo mandato. "O Brasil tem uma cultura inflacionária nefasta. Isso é uma coisa muito triste. Até hoje essas taxas de juro, os créditos bancários - que estão lá nas alturas, isso tudo é herança da cultura inflacionária do Brasil. Isso tem que desaparecer", pregou o vice-presidente.Ainda segundo ele, o governo está consciente de que precisa crescer e está se deparando com o tempo que lhe permite crescer. Alencar lembrou que, com a inflação sob controle e a dívida externa praticamente quitada, o Brasil está pronto para o crescimento. "Então tem que cair custo de capital e isso é uma das primeiras medidas. Por quê? Porque enquanto as atividades produtivas não puderem remunerar custo de capital, é claro, não haverá investimentos compatíveis com a potencialidade da economia brasileira. E isto tem que acontecer".O vice-presidente também defendeu uma reforma no Sistema Tributário Nacional. "A maioria dos países tem um imposto indireto, que é o imposto de consumo. Aqui nós temos vários impostos de consumo. Um deles com o nome de ICMS, outro com o nome de IPI, e ainda tem a CPMF, que, de certa forma, também é um imposto de consumo. O ideal seria que nós tivéssemos apenas um imposto de consumo federal com uma parcela destinada aos estados e outra destinada aos municípios. E o Imposto de Renda Pessoa Física e Pessoa Jurídica.".Na análise dele, a redução da carga tributária facilitaria às autoridades fazendárias na fiscalização. "Para que ninguém exerça atividades fora da lei. Porque fora da lei, eu digo, não há salvação. Nós temos que aprender no Brasil a trabalhar rigorosamente dentro da lei".

Agencia Estado,

24 de agosto de 2006 | 16h58

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