Alerta do Goldman Sachs sobre EUA derruba bolsas asiáticas

Receios sobre principal destino das exportações da Ásia devem persistir até a próxima reunião do Fed

Agência Estado e Reuters,

10 de janeiro de 2008 | 07h50

As bolsas asiáticas tiveram uma quinta-feira de queda apesar do rali em Wall Street da véspera. Pesaram os temores sobre o crescimento global depois de uma previsão do Goldman Sachs de que haverá recessão nos Estados Unidos este ano.  Veja também:  Bush prepara pacote anti-recessão Unctad vê risco de 'estagnação para economia global  Os receios acerca do principal destino das exportações asiáticas, os Estados Unidos, devem persistir até que o Federal Reserve faça sua próxima reunião no final do mês, que pode se tornar um divisor de águas, segundo analistas.  Na véspera, o Goldman Sachs afirmou que espera uma recessão da economia norte-americana este ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) caindo 1%, em dados anualizados, no segundo e também no terceiro trimestres. O índice MSCI, das bolsas da Ásia Pacífico exceto Japão, caiu 0,3%, para 388 pontos. O índice vem acumulando uma série de quedas este ano por conta dos sinais de que a economia dos Estados Unidos estaria caminhando para uma recessão.  Em Hong Kong, notícias de que muitos acionistas da Cheung Kong Holding estão vendendo montante significativo de ações que possuem fizeram as cotações dos papéis de incorporadoras imobiliárias desabarem, puxando para baixo o índice Hang Seng, que recuou 1,4% e fechou aos 27.230,86 pontos.  Acionistas da Cheung Kong, companhia imobiliária do bilionário Li Ka-shing, estão se desfazendo de 4,71 bilhões de dólares de Hong Kong (cerca de US$ 603,3 milhões), segundo apurou a Dow Jones Newswires. A ação da empresa caiu 3,5%. "Investidores temem que recentes ganhos nas ações das imobiliárias estejam perto de um fim, o que a atitude dos acionistas da holding faz supor", disse Y. K. Chan, gestor de fundos da Philip Asset Mangement.  Ganhos nas mineradoras de carvão, por conta da alta do preço do produto, e investidores em busca de ofertas de ocasião no setor siderúrgico contrabalançaram as perdas verificadas nas companhias de petróleo e de geração de energia. Com isso, as Bolsas da China fecharam em alta e as da Tailândia cederam 2,5%, fechando aos 800,18 pontos.  A Bolsa de Tóquio caiu 1,45%, para 14.388 pontos. Na Austrália do índice S&P/ASX 200 perdeu 0,15%, para 6.078 pontos, puxado pelas baixas de mineradoras, como a BHP Billiton. A Coréia do Sul terminou em queda de 1,07%. Mas as ações da POSCO Co tiveram alta de 3%. Apesar das expectativas de que a quarta maior produtora de aço do mundo reporte uma queda de 11% nos lucros do quarto trimestre, investidores esperam que a empresa anuncie perspectivas de recuperação no atual trimestre. Yuan Uma inesperada alta na paridade central dólar-yuan e um fortalecimento da moeda norte-americana fizeram o yuan recuar diante da divisa dos EUA. Mas negociadores disseram que a divisa chinesa vai testar o nível psicológico de resistência de 7,2600 nesta sexta-feira, 11, pelas expectativas de que o yuan deva se apreciar este ano. No mercado de balcão, o dólar fechou a 7,2719 yuans, ante os 7,2620 yuans do fechamento de quarta-feira. A taxa de paridade central foi fixada em 7,2805 yuans, substancialmente superior à de quarta, que foi de 7,2723 yuans.

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