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Algodão alcança preço recorde em NY

Os preços internacionais do algodão alcançaram ontem um novo recorde na Bolsa de Nova York, a 204,02 centavos de dólar por libra-peso para o contrato com vencimento em março, alta de 3,55%. Foi a primeira vez na História que as cotações romperam a barreira dos 200 cents. Os fundamentos do mercado são os mesmos há meses: pouca oferta e muita demanda. Por isso, analistas explicaram a valorização como sendo um movimento dos investidores: alguns apostavam na queda dos preços e compraram para desfazer essa posição. Outros participantes do mercado, como indústrias, correram para garantir o algodão a um determinado preço e não ter de pagar mais caro depois.

Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2011 | 00h00

O desempenho da pluma puxou a alta da soja negociada na Bolsa de Chicago, pois as duas culturas competem por área de cultivo. O preço elevado do algodão para o produtor estimula a expansão do plantio. E para manter seu espaço, a soja também subiu. O contrato com vencimento em maio avançou 2,76% e fechou a US$ 14,1650 por bushel. O movimento também foi uma recuperação do mercado após perdas registradas em pregões anteriores.

Outro produto que disputa área com algodão e soja é o milho, cuja alta foi 3,14% em Chicago. O preço do cereal também foi impulsionado por dados de exportação do governo dos Estados Unidos. Na última semana, o país embarcou volume 15% maior do que a média mensal.

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