Algodão avança com possível corte em estoques dos EUA

Cenário:

ANGELO IKEDA, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2014 | 02h05

Os preços futuros do algodão subiram mais de 1% ontem na Bolsa de Nova York, com a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduza sua estimativa de estoques domésticos. O USDA divulga na segunda-feira seu relatório mensal de oferta e demanda e, segundo analistas, a projeção de estoques deve ser cortada para 607 mil toneladas, de 653 mil na previsão de janeiro. A oferta no país está apertada devido a uma safra pequena e às exportações, que continuam firmes. Para alguns especialistas, os EUA precisam racionar a oferta de forma mais agressiva para preservar esses estoques. O contrato com vencimento em março subiu 1,3%, a 87,47 centavos de dólar por libra-peso.

O suco de laranja avançou 1,2%, também sustentado pela expectativa quanto ao relatório do governo norte-americano. O mercado prevê um corte de 2 milhões de caixas na estimativa do USDA para a safra da Flórida. No mês passado, a previsão já tinha sido reduzida em 6 milhões de caixas, para 115 milhões, o menor volume em 24 anos. Os pomares do Estado vêm sofrendo com o greening, doença que provoca a queda prematura dos frutos.

Na Bolsa de Chicago, a soja ganhou 0,4% e o milho, 0,3%, também influenciados pelo documento do USDA. No caso da soja, analistas esperam que a projeção para estoques domésticos seja cortada de 4,08 milhões, para 3,89 milhões de toneladas. Para os estoques de milho, a expectativa é de uma redução de 640 mil toneladas, para 40,79 milhões.

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