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Algodão cai com demanda menor e plantio nos EUA

Cenário:

LETICIA PAKULSKI, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2013 | 02h07

A redução das importações chinesas e o avanço do plantio nos Estados Unidos derrubaram os preços do algodão ontem na Bolsa de Nova York. O contrato para julho caiu 2,24% e fechou a 83,86 centavos de dólar por libra-peso, menor preço desde 25 de abril. Conforme relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA após o fechamento do mercado na segunda-feira, o clima favorável permitiu a recuperação do plantio no país, que agora já chega a 39% da área prevista. A demanda mais fraca da China, maior importador de algodão, também pesou sobre os preços. O governo chinês relatou ontem que o país reduziu em 15% as importações da fibra em abril. No acumulado do ano, as compras do exterior caíram 13,5%.

Na Bolsa de Chicago, os principais contratos de milho também foram pressionados pela aceleração do plantio nos EUA, onde 71% da safra 2013/14 havia sido semeada até domingo, próximo da média dos últimos cinco anos, de 79%. Com o sol e calor da semana passada, produtores do Meio-Oeste retomaram os trabalhos no campo em vários locais em que a semeadura estava atrasada. O vencimento julho de milho recuou 1,46%, a US$ 6,40 por bushel.

O trigo acompanhou o milho. Chuvas em regiões produtoras da Ucrânia e Rússia contribuíram para a queda, por assegurar oferta global. Já a soja fechou sem direção comum para todos os vencimentos. Enquanto a pouca disponibilidade do grão nos EUA impulsionou o primeiro contrato, o avanço do plantio no país pesou sobre os demais.

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