Algodão cai com revisão da oferta

As cotações do algodão caíram ontem na Bolsa de Nova York, pressionadas pela ideia de que a redução da oferta global pode não ser tão grande quanto se imaginava. O contrato com vencimento em dezembro, o mais negociado, fechou em baixa de 0,70%, cotado a 83,27 centavos de dólar por libra-peso.

Análise: Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2010 | 00h00

Ontem, o Comitê Consultivo Internacional de Algodão (ICAC, na sigla em inglês), uma associação de governos que têm interesses na pluma, informou que as enchentes no Paquistão - que afetaram quase 20 milhões de pessoas - podem ter devastado 15% das lavouras de algodão do país. Até então se esperava perda de até 30% da área plantada. Se a nova projeção for confirmada, a safra deve ficar perto da média de produção histórica.

A oferta do Paquistão é importante, pois se trata do quarto maior produtor mundial da commodity. Em agosto, a fibra acumula alta de quase 6%, mas agora analistas dizem que o preço pode cair um pouco no curto prazo.

Preocupações com a oferta também mexeram com os preços do açúcar. O calor e a seca prejudicam a produção de beterraba na Rússia. Em Nova York, o açúcar para entrega em outubro subiu 1,14% e fechou a 19,60 cents/lb. Se faltar produto no mercado doméstico, os russos podem ter de importar, inclusive do Brasil (maior fornecedor do mundo, mas que utiliza cana em vez de beterraba).

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