Algodão fecha no limite de alta em NY

Análise

Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

Os preços do algodão subiram com força ontem no mercado futuro dos Estados Unidos. Os lotes para entrega em julho chegaram ao fim da sessão no limite de alta autorizado pelas regras da bolsa de Nova York, de 300 pontos por dia. Essa valorização correspondeu a 3,68%, com o contrato fechando a 84,60 centavos de dólar por libra-peso.

A principal motivação foi a notícia de que a Índia - segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos - suspendeu na segunda-feira as exportações de algodão, para conter a alta dos preços locais. A resposta do mercado se deve à possibilidade de a China vir a importar mais dos Estados Unidos. Os chineses são os grandes consumidores mundiais da pluma, que utilizam para fabricação de têxteis.

Outra importante notícia que o setor de algodão recebeu ontem foi a de que Brasil e Estados Unidos chegaram a um acordo para adiar por mais 60 dias as retaliações brasileiras contra produtos americanos.

Os grãos negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) também registraram ganhos expressivos na terça-feira, numa reação à queda verificada no dia anterior. O trigo para entrega em julho fechou em alta de 3,96%, cotado a US$ 4,9850 por bushel, enquanto o milho saltou 2,24% e fechou a US$ 3,6525 por bushel. A soja teve avanço mais modesto, de 0,76%, e terminou a US$ 9,94 por bushel.

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